Red Bull vê saída da Honda como prova de que F1 demorou para cortar custos

Helmut Marko, consultor da Red Bull, lamenta que só agora a F1 tenha optado por um controle de gastos. O dirigente sente que a demora deixou a categoria exposta durante a pandemia

A Fórmula 1 decidiu aplicar teto orçamentário como forma de controlar gastos a partir de 2021. A medida foi bem-vinda, até como forma de tornar o esporte financeiramente saudável, garantindo sobrevivência de equipes e diminuindo disparidade entre performances. Só que talvez tenha demorado demais: com a categoria no divã após a inesperada saída da Honda, a sensação da Red Bull é de que medidas como o teto orçamentário deveriam ter vindo anos atrás, controlando custos na F1.

A opinião é de Helmut Marko, consultor da Red Bull. De acordo com o dirigente, a demora em aplicar o teto orçamentário de US$ 145 milhões (R$ 813 milhões) criou uma situação de vulnerabilidade durante a pandemia do coronavírus. Para a Honda, a situação ficou ainda pior: o momento difícil para a indústria automotiva combinou com o de gastos ainda altos na F1 para desenvolver combustíveis biodegradáveis.

Red Bull sofre com a saída da Honda (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)

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“Nós deveríamos ter cortado os custos antes”, disse Marko, entrevistado pelo Auto Motor und Sport. “De 2022 em diante, você vai precisar de um novo cilindro no motor para ter um combustível 20% biodegradável. Isso também representa custos. E aí vamos para 2023 com outro motor, com combustível 100% biodegradável. Você precisa ir adicionando esses custos e acaba percebendo que isso [motores atuais] não alcançaram nada para o público”, seguiu.

A questão dos custos é apenas mais uma que faz Marko lamentar a situação atual de motores na F1. O consultor é da opinião de que os V6 Turbo se tornaram demasiados caros e complexos. De quebra, a mudança de configuração prevista para 2026, cria situação em que é indesejável para uma nova montadora entrar na F1 até lá.

A Red Bull ainda tem motor Honda até 2021, mas 2022 marca o começo de uma grande incógnita. A equipe considera diferentes opções, incluindo até mesmo desenvolver sua própria unidade de potência.

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