Red Bull volta a expressar decepção com trabalho da Renault e fala em “promessas não cumpridas”

Christian Horner não escondeu o desânimo com a atual situação da Red Bull, que tornou-se refém de uma unidade de força pouco confiável e ineficiente em relação às concorrentes Ferrari e Mercedes no grid. O dirigente britânico, contudo, evitou falar em mudança de fornecedor, mas advertiu: “As próximas semanas serão importantes”

A relação entre Red Bull e Renault não é das mais amistosas há tempos. É bem verdade que a parceria entre o time taurino e a montadora de Viry Chatillon rendeu nada menos que o tetracampeonato do Mundial de Construtores entre 2010 e 2013, mas a curva descendente da marca na construção dos motores turbo V6 neste ano abriu uma grande crise que se arrasta ao longo da temporada. Christian Horner, chefe do time de Milton Keynes, deixou claro que a decepção é geral e falou até mesmo em “promessas não cumpridas” por parte da Renault.

Em entrevista à revista francesa ‘Auto Hebdo’, Horner citou o passado vitorioso trabalhando lado a lado com a Renault, mas explicou que a realidade é diferente, com a cúpula da Red Bull bem insatisfeita e decepcionada. O dirigente britânico evitou falar em uma mudança de fornecedor, mas disse que “as próximas semanas serão importantes”. Recentemente, contudo, Horner disse que vai cumprir o contrato com a Renault, com duração prevista até o fim de 2016.

Relação da Renaul de Cyril Abiteboul com a Red Bull de Christian Horner voltou a azedar (Foto: Getty Images)

“Queremos voltar ao lugar onde estávamos. Nos últimos cinco anos, os motores Renault venceram quatro títulos, de modo que também para eles é uma situação nada agradável”, declarou. “Dietrich [Mateschitz] e Helmut [Marko] são muito diretos e sinceros. Expressam seus pensamentos de forma muito clara e sem esconder nada. O que eles sentem é uma grande decepção”, disse Horner.

“É preciso entender que eles fizeram muitas promessas e nem todas elas foram cumpridas. Em Milton Keynes sabemos da capacidade da Renault, de modo que não seria certo fechar os olhos e não falar nada. Alguns dos problemas já existem há algum tempo e, apesar dos avisos, não se resolveram”, bradou o chefe taurino.

“Insistiram com o motor turbo V6 e avisaram que poderiam deixar o campeonato se a F1 seguisse em outra direção”, acrescentou.

Horner invocou o espírito de equipe e parceria, mas, por outro lado, não hesitou ao apontar as falhas da fornecedora francesa. “Quando vencemos, vencemos todos e quando perdemos, perdemos todos, mas a Renault cometeu um erro ao dizer o que deveria ser feito”, concluiu.

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