F1
02/07/2015 21:18

Renault decide ficar na F1 e retomar controle da Lotus já a partir da temporada 2016, diz site

Segundo o site francês 'Autonewsinfo', a Renault já decidiu o que fazer na F1 em 2016: ficar na categoria e com uma equipe própria, a Lotus, da qual compraria 51% do time
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 A Renault está de volta como equipe própria (Foto: Glenn Dunbar/LAT Photographic)
A Renault já decidiu o que vai fazer em relação à F1. E é a permanência na categoria, voltando a ser equipe. De acordo com o site francês 'Autonewsinfo', a montadora francesa vai comprar a maior parte das ações da Lotus e voltar a ter o controle da equipe com quem teve relação próxima nas últimas décadas.
 
A publicação informa que o presidente Carlos Ghosn, que é brasileiro, já aprovou a decisão de comprar 51% das ações da equipe que até 2010 pertenceu à marca francesa, deixando os outros 49% ao grupo luxemburguês Genii Capital e seu dono, Gérard Lopez.
A Renault vai voltar como equipe própria? (Foto: Glenn Dunbar/LAT Photographic)
A negociação deve ser concretizada em breve para que a Renault já tome posse da equipe no ano que vem, ainda segundo o site galo. Para isso, a Renault vai ter de pagar uma indenização milionária à Mercedes pela quebra de contrato de fornecimento de motores.

Desde o início desta temporada, a Lotus tem usado os motores alemães, após ter se livrado justamente dos motores Renault, tidos como um dos culpados pela péssima campanha no ano passado.

A eventual decisão da Renault em voltar a ser equipe própria ainda não deixa claro que tipo de relação vai manter no ano que vem com Red Bull e Toro Rosso. As duas equipes — sobretudo a matriz — reclamam constantemente da falta de potência da unidade francesa e buscam soluções com as outras fornecedoras de motor para sanar seus problemas.

Se de fato a Renault já concluir esta operação para a temporada do ano que vem, a Mercedes tem possibilidade de negociar com uma das equipes para ser sua quarta cliente — além da própria escuderia que domina o Mundial, a Williams e a Force India.

É bem provável que, neste cenário, a Red Bull abrace e beije a Mercedes com o maior carinho do mundo e bote a Toro Rosso para negociar com a Ferrari.