Renault defende medidas restritivas na volta da F1: “Não somos uma organização pequena”

Diretor da Renault, Cyril Abiteboul considerou que talvez seja possível receber fãs mais adiante, mas reconheceu que, mesmo contando apenas com as pessoas essenciais, a Fórmula 1 já representa uma grande aglomeração

Cyril Abiteboul acredita que a Fórmula 1 terá de encarar uma temporada completamente sem fãs. O chefe da Renault ponderou que, mesmo contando apenas com o pessoal-chave, o Mundial já representa uma grande aglomeração de pessoas.

Assim como a grande maioria dos esportes, a F1 foi forçada a interromper as atividades por conta da pandemia do novo coronavírus. O esporte será retomado no próximo dia 5, com o GP da Áustria, mas com uma série de medidas sanitárias para garantir a saúde e a segurança de todos.

Cyril Abiteboul não escondeu a preocupação com as aglomerações no paddock da F1 (Foto: Divulgação)
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“Estamos nos preparando para uma temporada fechada, obviamente, com vários cenários econômicos para as circunstâncias, mas esperamos que possamos receber um número muito pequeno de fãs durante as corridas neste verão”, disse Abiteboul.

Em meados do mês, Ross Brawn avaliou que era cedo para pensar na presença de espectadores. O diretor-esportivo considerou que alguns promotores estavam “sendo um pouco otimistas”, mas não queria “dar um passo como este e ter de voltar atrás”.

“Não tenho minhas próprias previsões, mas, se olharmos para a evolução da pandemia, parece estar sob controle na Europa”, comentou Abiteboul. “No entanto, provavelmente teremos de esperar passar por um ciclo complete, um inverno completo, antes de encontrar promotores prontos para assumir o risco e organizar corridas com as arquibancadas cheias”, ponderou.

“É por isso que a principal preocupação agora é proteger o esporte, proteger a F1 a tempo do ano que vem, quando achamos que a situação terá voltado ao normal”, declarou.

Mesmo desejando a presença dos fãs, Cyril reconheceu que, no momento atual, é difícil até mesmo organizar corridas sem público.

“Entre os dez times, pilotos, fisioterapeutas, Fórmula 1 e a FIA, todos os acionistas, isso soma mais de 2 mil pessoas indo de um país para outro. Quando você considera que também tem de lidar com várias autoridades nacionais, essa é uma dificuldade que tivemos de encarar”, reconheceu. “Mesmo sem os fãs, sem os patrocinadores, sem a mídia, não somos uma organização pequena. Nós representamos uma grande aglomeração de pessoas”, continuou.

“Então temos de preparar medidas muito restritas e regras drásticas nos bastidores. Se você pensar em preparar o carro antes da classificação com distanciamento social, é um verdadeiro desafio”, apontou. “Mas, felizmente, nós tivemos um diálogo muito bom e é isso que vai nos permitir correr”, encerrou.

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