Renault diz não conhecer E22 e fala que problemas da Lotus são reflexos do início tardio em 2014

O início tardio da Lotus em 2014 é o grande problema do time neste momento da temporada, de acordo com a Renault. Para a fornecedora, ainda falta quilometragem ao E22

De acordo com a Renault, os problemas enfrentados pela Lotus com o seu E22 são apenas reflexos do início tardio que a equipe teve no desenvolvimento do novo carro. A esquadra de Enstone não participou da primeira semana de testes em Jerez de la Frontera, na Espanha, e depois de um começo promissor no Bahrein, se viu às voltas com muitas falhas e acabou finalizando a pré-temporada com pouquíssima quilometragem.

As dificuldades permaneceram nos boxes do time também durante todo o fim de semana na Austrália, onde nem Romain Grosjean e nem Pastor Maldonado tiveram chance de completar a corrida. Ambos enfrentaram problemas com as unidades de força da fabricante francesa, além de outros contratempos mecânicos.

Romain Grosjean até que conseguiu completar voltas na corrida (Foto: Getty Images)

Chefe de operações da fornecedora, Rémi Taffin reconheceu que falta quilometragem ao modelo preto e dourado. "Faltou testar com a Lotus, por isso estamos sem experiência", disse o gaulês. "Não temos qualquer conhecimento do carro, é simples assim", completou.

"Nós tivemos atrasos com a instalação dos motores, nós tivemos problemas com a nossa unidade de força e o mapeamento, além das falhas com a dirigibilidade. E o relógio não parou de girar. Mas nós pensávamos que tudo estava certo com a Lotus e que tudo que precisávamos era de quilometragem, mas infelizmente tivemos mais falhas", acrescentou.

Taffin, entretanto, acredita que, com maior de tempo de pista nas próximas etapas, o E22 vai apresentar uma melhora no desempenho. "A solução é simples: quando chegarmos a Sepang, nós vamos competir com o mesmo acerto da corrida na Austrália, porque sabemos que funciona. E é isso. Queremos apenas andar com o carro."

"Não queremos pensar em tirar décimos, apenas queremos ganhar quilometragem. Se conseguirmos isso, os tempos de volta vão melhorar. É uma questão de colocar as coisas em ordem", concluiu.

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