F1
12/08/2016 15:39

Renault relata dificuldade em recrutar pessoal. Motivo? Falta de crença no projeto da F1 em longo prazo

A Renault reconheceu que não vem sendo uma tarefa fácil recrutar bons profissionais no mercado para a equipe de F1. De acordo com o diretor-geral Cyril Abiteboul, os técnicos vêm mostrando certo receio quanto ao projeto da marca francesa na F1
Warm Up / Redação GP, de Curitiba
 Esteban Ocon (Foto: Getty Images)

A Renault admitiu que está brigando para recrutar pessoal técnico para a equipe da F1. A dificuldade se dá especialmente devido à falta de crença do mercado de profissionais no compromisso do time no Mundial, de acordo com o diretor-geral Cyril Abiteboul. 
 
Na sequência da compra da Lotus em dezembro do ano passado, a marca francesa imediatamente iniciou uma campanha para o recrutamento de pessoal, uma vez que o time preto e dourado havia perdido nomes importantes. Mas ainda não obteve sucesso em trazer engenheiros de ponta para Enstone. 
 
"Nossos planos estão atrasados somente no lado pessoal", admitiu o francês em entrevista à revista inglesa 'Autosport'. "Nós estamos trabalhando para trazer as pessoas que queremos em termos de qualidade e quantidade, mas tem sido difícil. Existem também, obviamente, as pessoas que estão com contrato em vigor. Mas aí, quando elas desejam se juntar a nós, também leva tempo", completou.
Cyril Abiteboul, chefe da Renault (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

"Antes de mais nada, precisamos convencê-los e, francamente, essa é uma área em que estamos brigando muito. Honestamente, não entendo por que estamos lutando para convencer as pessoas sobre as nossas ambições e o quanto estamos comprometidos com o sucesso deste projeto", admitiu o dirigente.
 
Abiteboul ainda crê que vai conseguir aumentar o número de funcionários para 590 até o fim do ano - no momento, a equipe trabalha com 500 profissionais. "Na verdade, estamos procurando engenheiros. Até certo ponto, eu entendo a hesitação, especialmente quando você vê o nível de nossos concorrentes. O jogo mudou demais nos últimos seis anos. E temos de aceitar que, no momento, somos uma equipe fraca e que precisamos de mais pessoas capazes de nos ajudar", admitiu.
 
Entende-se, de acordo com a publicação inglesa, que James Allison - que recentemente deixou a Ferrari - está no topo da lista da Renault. "Temos muito respeito por James. Ele é uma pessoa fantástica, que fez um carro muito bom e que conhece Enstone muito bem, mas não quero desvalorizar ninguém. Por enquanto, estamos tentando fazer tudo com a estrutura que temos. Essa é a nossa prioridade", encerrou.

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