Retrospectiva 2020: Versão 3.0 de Bottas fracassa miseravelmente. E nem vice salva ano

Mesmo vice-campeão, Valtteri Bottas teve um ano errático e azarado. Muito abaixo da média, entra em 2021 sob bastante pressão após o grande desempenho de George Russell

Valtteri Bottas terminou 2019 como vice-campeão mundial de Fórmula 1. Em três anos de Mercedes, finalmente conseguiu vencer quatro corridas em uma temporada. Para 2020, prometeu uma versão “3.0”, que além de piada nas redes sociais também coincide com o aniversário de 30 anos do pilotos. Mas a versão atualizada de Valtteri foi pior que a anterior, e a briga com Lewis Hamilton nem existiu.

Pelo segundo ano seguido, Bottas iniciou o campeonato com uma vitória. Conseguiu triunfar no GP da Áustria, justamente em uma de suas pistas preferidas no calendário. Sobreviveu ao alto número de abandonos e entradas do safety-car, enquanto Hamilton foi apenas quarto no Red Bull Ring.

Começar com uma vantagem de 13 pontos no campeonato parecia dar mais gás ao finlandês, mas não foi isso que aconteceu. Bottas fazia pouco mais que o suficiente para ficar no segundo lugar, que se misturavam a erros — como na largada na Hungria — e doses cavalares de azar – como o pneu estourado em Silverstone.

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Valtteri Bottas teve ano terrível (Foto: AFP)

Figura presente no pódio, Valtteri pouco conseguia fazer para dar um passo a mais e seguiu vendo Hamilton brilhando e aumentando a vantagem. A segunda e última vitória do ano veio apenas na Rússia, justamente no dia em que Lewis sofreu punições que o jogaram para terceiro e adiaram o empate do recorde de vitórias de Michael Schumacher.

E quanto mais os holofotes estavam apontados para Hamilton, pior era o desempenho de Bottas, que viu o campeão igualar o recorde de Schumacher justamente em mais um dia de azar, quando a confiabilidade da Mercedes falhou em Nürburgring, no GP de Eifel.

No dia em que Lewis se sagrou heptacampeão mundial, na Turquia, com uma das melhores performances da história, Bottas teve o pior desempenho possível para um piloto de ponta. Rodou seis vezes e sequer pontuou.

Já no GP do Bahrein, não se recuperou das péssimas largadas que fez e terminou em oitavo.

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Valtteri Bottas retornou ao pódio depois de três corridas em Abu Dhabi (Foto: Mercedes)

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Não teve tanta culpa pelo oitavo lugar no GP de Sakhir, mas a etapa do anel externo do Circuito Internacional do Bahrein foi o maior golpe levado por Bottas em 2020. Perder para Hamilton é algo rotineiro, mas o finlandês foi colocado frente à frente com o novato George Russell e tomou um baile. O jovem inglês só não saiu com a vitória naquele dia pelo erro da Mercedes nos boxes e por um furo de pneu. O triunfo ficou nas mãos de Sergio Pérez.

A vantagem final de Bottas para Hamilton ficou em 124 pontos, uma das maiores da história da Fórmula 1. Se o ano foi dominante por parte da Mercedes, o protagonismo só fez mal ao piloto do carro #77.

Por incrível que pareça, a renovação de Valtteri saiu antes de Hamilton, já que os termos de seu contrato são bem mais simples, mas o finlandês chega 2021 no ápice da pressão, já que Russell está na porta e mostrou o cartão de visitas muito bem quando teve a oportunidade.

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