Revista contesta Red Bull e diz que ordem de equipe foi para evitar pane seca de Webber na Malásia

A revista alemã ‘Auto Motor und Sport’ publicou que a Red Bull não temia apenas por um eventual acidente, mas, sim, por uma pane seca de Mark Webber nas voltas finais do GP da Malásia

O dito popular diz que mentira tem perna curta. Seguindo a mesma linha de raciocínio, o jornalista Michael Schmidt, da revista alemã ‘Auto Motor und Sport’, escreveu que “a verdade na F1 normalmente vem à tona aos poucos”. De acordo com Schmidt, a Red Bull não ordenou que Mark Webber e Sebastian Vettel mantivessem as posições no GP da Malásia, disputado no último dia 24 de março, porque temia por um acidente ou pelo elevado desgaste dos pneus Pirelli – essa foi a versão oficial. O que os rubrotaurinos temiam era uma pane seca do australiano, que liderava a corrida.

Pelo rádio, o time orientou seus dois pilotos a mudarem o mapeamento do motor Renault para a função ‘Multi 21’. Webber mudou, Vettel, não. O alemão, com mais potência nas voltas finais, partiu para o ataque e ultrapassou o colega de trabalho para vencer pela primeira vez na temporada 2013 – uma atitude que não agradou nem a Helmut Marko.

Havia a chance de Webber ficar sem combustível no fim do GP da Malásia (Foto: Getty Images)

“Obviamente, havia mais do que o que a Red Bull quis dizer. Aparentemente, nas 42 primeiras voltas, Webber havia consumido bem mais combustível que Vettel e já estava no vermelho. Vettel pôde dirigir no vácuo [de Webber] por 12 voltas e usar o DRS. Então, a Red Bull não se preocupou apenas com um acidente, mas também com a possibilidade de Webber ficar sem gasolina. Por isso, pediram-lhe para diminuir a performance, para cruzar a linha de chegada”, cravou Schmidt.

Esse é apenas mais um dos desdobramentos do polêmico desfecho do GP da Malásia. Após a corrida, Webber disparou contra a Red Bull ainda no pódio e disse que o tricampeão receberá proteção, como de costume, e chegou-se a especular que o australiano sequer viajaria para disputar o GP da China, o que foi negado por seu pai, Alan. A equipe não puniu Vettel e disse que resolveria internamente a situação.

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