F1

Ricciardo vê 2014 como “temporada mais divertida” e afirma: “Mudei o nível de ultrapassagens na F1”

Daniel Ricciardo deixou a modéstia de lado e afirmou que o desempenho que teve em 2014 serviu para estabelecer um novo nível de ultrapassagens para os demais pilotos na F1
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 Daniel Ricciardo (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
 
Daniel Ricciardo apareceu de fato para a F1 na temporada 2014. Em seu primeiro ano de Red Bull, o australiano atropelou o companheiro de equipe e então tetracampeão Sebastian Vettel. Mais do que isso, conquistou as únicas três vitórias do time austríaco no ano e conseguiu, por muitas vezes, superar as limitações do motor Renault contra uma Mercedes que começava a ser dominante na F1. Tudo isso com bastante agressividade e habilidade.
 
Para Ricciardo, foi a melhor temporada de sua carreira e aquela que ficou marcada por suas ultrapassagens mais ousadas. Daniel lembrou do duelo que teve com Fernando Alonso no GP da Alemanha e afirmou que sente que elevou o nível das manobras e da agressividade na F1.
Daniel Ricciardo acha que mudou o nível da F1 (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
"2014 é a temporada em que eu olho para trás e vejo que foi a mais divertida e mais importante da minha carreira. As vitórias foram grandes e eu tive uma batalha pesada com Alonso na Alemanha em que corremos de forma dura, mas limpa. Depois, ele me elogiou por aquilo, foi um grande momento", disse.
 
O australiano, que em 2019 vai correr com a Renault, admitiu que deixou a modéstia de lado e explicou que o que fez com um carro inferior em 2014 acabou inspirando outros pilotos.
 
"Sinto que 2014 não só me moldou e me fez correr de outra forma, mas também mudou o nível de ultrapassagens de outros caras do grid. Poucos estavam ultrapassando de forma agressiva, tentando manobras mais ousadas. Acho que talvez eles tenham aprendido comigo e com o meu jeito de guiar, acho que eu consegui estabelecer um novo nível, mostrar que era possível. Sei que soa como convencimento, mas realmente acredito nisso. Não digo que todos consigam passar assim, mas estão tentando bem mais", completou.