Russell afasta favoritismo e exalta força emocional: “Não ligo para jogos mentais”

Desempenho nos testes em Barcelona fez os adversários definirem a Mercedes como melhor carro. Mas jovem inglês não se incomoda com isso

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Assumir a vaga de titular na Fórmula 1 exige que o piloto seja rápido e talentoso, mas também é necessário uma inteligência emocional – e esse atributo foi destacado por George Russell, novo piloto da Mercedes. O inglês terá que lidar com o favoritismo, algo inédito em sua trajetória até o momento na categoria, e os discursos nesse sentido foram apontados pelos adversários diretos, nos testes de pré-temporada em Barcelona.

Na sessão de preparação para a temporada no Circuito de Barcelona-Catalunha, o novo carro da Mercedes, o W13, apresentou uma performance sólida e competitiva. Merece destaque o desempenho no terceiro e último dia, quando Lewis Hamilton e Russell registraram os dois melhores tempos dos testes.

Russell afasta pensamento sobre título em ano de estreia na Mercedes (Foto: Finn Pomeroy/Mercedes)

As voltas rápidas, aliadas com a confiabilidade – já que o carro acumulou 393 voltas nos três dias e ficou atrás apenas da Ferrari, que somou 439 giros – despertou aos adversários, principalmente em Lando Norris, da McLaren, o sentimento que as flechas de pratas são novamente favoritas ao título mundial.

Entretanto, Russell minimizou as declarações do compatriota e afirmou que está preparado psicologicamente para lidar com esse tipo de discurso. “Não posso me incomodar com jogos mentais, é muito esforço. Não, não há jogos mentais”, afirmou o piloto de 24 anos.

Russell ficou com o segundo melhor tempo geral nos testes de pré-temporada em Barcelona (Foto: Wolfgang Wilhelm/Mercedes)

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O jovem inglês destacou que o desempenho em Barcelona não gerou euforia na equipe alemã e reiterou que a atual preocupação é no trabalho dentro das pistas e também no simulador, com o intuito de desenvolver melhor o carro. “Estamos apenas trabalhando em nosso próprio programa e, para ser honesto, o que vimos durante os testes não representa nada”, contou.

A postura de Russell sobre o desempenho da Mercedes nos três dias da primeira sessão de pré-temporada se justifica, já que as equipes não têm conhecimento sobre a quantidade de combustível que as adversárias utilizaram em volta rápida nos testes. Isso impede uma avaliação mais precisa sobre o nível de cada carro.

“Provavelmente, você sabe quem está na metade de cima da tabela e também quem está na metade inferior. Mas quando se trata de classificação, você tem separações por décimos de segundo entre [carros], o que equivale a cinco quilos de combustível”, analisou.

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Com novas atualizações nos carros previstas para a segunda sessão de teste no Bahrein, Russell ressaltou que o cenário deverá ser outro em comparação com a preparação em Barcelona. “As coisas provavelmente parecerão muito diferentes com o desenvolvimento quando chegarmos ao Bahrein. Talvez Lando esteja praticando jogos mentais, mas nós, não”, encerrou.

Os testes no Circuito de Sakhir acontecem entre os dias 10 e 12 de março. A primeira corrida da temporada 2022 da F1 tem início no próximo dia 20 deste mês, também no Bahrein.

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