Saída de Sainz para Ferrari foi negociada “sem animosidade”, diz CEO da McLaren

Zak Brown, CEO da McLaren, revelou que sempre soube das negociações de Carlos Sainz com a Ferrari e destacou que a filosofia da equipe nos relacionamentos com seus funcionários é diferente das outras escuderias do grid. A saída de Daniel Ricciardo da Renault, por exemplo, provocou descontentamento de Cyril Abiteboul

A efervescente semana que marcou uma série de troca de lugares na F1 colocou Carlos Sainz na Ferrari para 2021. O espanhol de 25 anos, que fez uma grande temporada passada com a McLaren, assinou a sua transferência de Woking para Maranello em uma negociação que, segundo revela Zak Brown, aconteceu sem traumas ou maiores problemas, sendo aberta desde o começo. O cenário é bastante distinto, por exemplo, da saída de Daniel Ricciardo, selada também nesta semana com a Renault, para a própria McLaren. A decisão do australiano provocou uma resposta seca e sem agradecimentos por parte do chefe da equipe anglo-francesa, Cyril Abiteboul.
 
“Carlos e eu conversamos sobre isso, então não teve burburinho. Acho que a maioria dessas trocas de piloto acontece porque todo mundo está se escondendo nos fundos do motorhome, tentando realizar encontros secretos. Acho que a McLaren tem uma filosofia um pouco diferente nos nossos relacionamentos com nossos funcionários, inclusive os pilotos”, disse o CEO da McLaren em entrevista à emissora britânica Sky Sports.
 
Brown revelou que Sainz foi liberado para negociar com a Ferrari ainda no ano passado. “Foi uma conversa que Carlos teve com Andreas [Seidl] e eu durante o inverno. Na verdade, tínhamos que lhe dar permissão para ele conversar com a Ferrari e lhe demos essa permissão. Acho que você vai poder ver, pela forma como vamos nos separar, que vamos acelerar muito neste ano”.
Carlos Sainz e Andreas Seidl se abraçam após o terceiro lugar no GP do Brasil de 2019 (Foto: McLaren)
“Acho ótimo ver que pilotos e equipes podem se separar e não ter animosidade nisso, porque acho que, se você olhar para algumas das outras trocas, parece que infelizmente há esse clima ruim. E, no entanto, essas pessoas ainda precisam correr juntas neste ano. Então tenho muito orgulho de como todos [aqui] lidamos com isso”, ressaltou.
 
Se a postura de Sainz fora da pista foi elogiada pelo chefão da McLaren, o trabalho como piloto também foi bastante exaltado pelo dirigente. Na visão de Brown, Carlos superou suas expectativas.
 
“Ele fez um trabalho melhor do que eu imaginava e, obviamente, não o teríamos contratado se não imaginássemos que ele faria um bom trabalho. Ele não cometeu erros. Se você olhar para trás, lembro que no Bahrein, em 2017, ele teve aquele incidente bobo na época da Toro Rosso, quando estava saindo dos boxes”, recordou.
 
“Muita maturidade, muito ritmo. E não devemos nos esquecer que ele teve um começo ruim de temporada, ele não marcou pontos nas duas primeiras corridas. Trabalhou muito bem com Lando [Norris], é muito rápido, um cara de equipe, nunca fiquei nervoso quando vi Lando e Carlos juntos na pista. Algumas das outras equipes que você vê os companheiros de equipe chegando perto… Eles parecem ímãs”, salientou o norte-americano.
 
A expectativa de Brown sobre o novo ciclo do seu piloto é, portanto, bastante otimista. “Acho que ele vai andar muito bem na Ferrari, acho que vai competir bem com Leclerc, acho que ele vai ser muito bom para a Ferrari. Se eles tiverem um carro vencedor, acho que Carlos vai vencer corridas”, concluiu.

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