Sainz deixa hospital com dores, mas se diz “totalmente pronto” para GP da Rússia deste domingo

Carlos Sainz sequer chegou a passar a noite no hospital em Sóchi, na Rússia, e disse que está pronto para disputar o GP da Rússia neste domingo (10). Ele terá de ser liberado pelos médicos da FIA para competir. Chefe da Toro Rosso sugeriu que uma mudança no balanço dos freios pode ter causado o acidente

A Toro Rosso confirmou na tarde deste sábado (10), já noite na Rússia, que Carlos Sainz deixou o hospital após o acidente sofrido nesta manhã durante o TL3 da F1 em Sóchi. O espanhol tentará disputar o GP da Rússia deste domingo, que terá largada às 9h (de Brasília).

Sainz já recebeu liberação dos comissários para correr, burocracia que se faz necessária quando um piloto não participa do treino classificatório. Falta a liberação dos médicos da FIA. De todo modo, o jovem de 21 anos se diz "totalmente pronto", apesar de algumas dores.

"Minhas costas e meu pescoço estão doendo um pouco por causa do acidente, mas estou totalmente pronto. Esperançosamente, amanhã vou acordar melhor e talvez eu possa correr. Essa definitivamente é a intenção! Obviamente, precisamos ter cuidado", disse o piloto.

Sainz esclareceu que permaneceu consciente durante todo o demorado resgate, de cerca de 20 minutos, uma vez que a barreira de proteção acabou ficando por cima da Toro Rosso. No entanto, ele não pôde se comunicar com a equipe porque o rádio estava quebrado. "Fiquei consciente o tempo todo. Assim que o acidente aconteceu, tentei falar com a equipe pelo rádio, mas não estava funcionando, devem ter sido momentos de apreensão", reconheceu.

"Gostaria de agradecer a todos pelo apoio, é muito legal receber todas as suas mensagens em um momento como este", acrescentou.

A Toro Rosso também divulgou um vídeo com o depoimento de Sainz a respeito do ocorrido, gravado ainda no hospital:

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A equipe não tem certeza ainda sobre o que levou Sainz a perder o controle do carro, mas o diretor-geral Franz Tost tem uma sugestão: o balanço de freios. "Antes do acidente, Carlos tinha completado um long-run com o pneu supermacio antes de mudar para o macio para dar mais duas voltas. Com os macios, a aderência é menor. Além disso, ele tinha mudado o equilíbrio dos freios no volante, o que significou que o balanço ficou mais para a traseira. A combinação destes dois fatores pode ter provocado o travamento das rodas traseiras, o que deixou o carro incontrolável", comentou o dirigente.

Phil Charles, engenheiro-chefe de corrida, aproveitou para destacar a resistência do chassi. Ele ainda não sabe dizer com precisão a causa da batida em si. "Ainda não há achados significativos para mencionar. De um ponto de vista pessoal, fiquei impressionado por ver que a célula de sobrevivência sobreviveu tamanho impacto de forma saudável. A deformação do bico funcionou de forma eficiente, e as quatro rodas continuaram presas ao carro. O monocoque também parece estar em boa forma", afirmou.

As reações

O próprio Sainz admitiu que a demora por informações deve ter causado apreensão, e este foi um tópico mencionado por Felipe Massa. Para o brasileiro, em casos assim, a F1 precisa divulgar as informações de uma forma mais rápida e clara, inclusive colocando uma mensagem na transmissão da TV.

Já o tetracampeão Sebastian Vettel acredita que as barreiras de proteção precisam ser revistas. No caso de Sainz, não houve maiores consequências, mas, em um acidente mais grave, a demora no resgate seria problemática. Além disso, a própria estrutura poderia provocar alguma lesão no piloto.

 

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'Tá errado isso, gente:http://grandepremio.uol.com.br/f1/noticias/vettel-cobra-revisao-das-barreiras-de-protecao-dos-circuitos-depois-de-acidente-de-sainz-na-russia

Posted by Grande Prêmio on Sábado, 10 de outubro de 2015

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