Sainz explica que queria chance para passar Pérez. E Toro Rosso, no fim, defende veto de Verstappen

Max Verstappen e Carlos Sainz Jr, oitavo e nono no GP de Cingapura, tiveram um pequeno desentendimento no final da prova. O espanhol, cansado de ver seu companheiro de equipe não conseguir ultrapassar Sérgio Pérez, pediu à equipe permissão para ultrapassar o holandês e desafiar o piloto da Force India. Mas o filho de Jos lhe negou a oportunidade, para tristeza de Carlos. Depois da prova, a equipe reconheceu que a inversão seria inútil

A Toro Rosso conseguiu, no GP de Cingapura deste domingo (20), uma performance sólida. Apesar de problemas com seus dois pilotos – Max Verstappen parado no grid e Carlos Sainz Jr lento por causa do câmbio –, os pupilos deram a volta por cima e pontuaram. Mas um pequeno mal-estar foi formado entre a dupla nas últimas voltas.
 
Verstappen, oitavo, não conseguia ultrapassar Sérgio Pérez, sétimo. Preso atrás da Force India, o holandês acabava segurando, por tabela, Sainz Jr. Depois de longas voltas, o espanhol pediu para a equipe a permissão para passar Max e tentar algo contra o mexicano.
 
Ao receber a ordem, Verstappen se rebelou, negando veementemente a ideia. Com isso, Max seguiu atrás de Pérez, nunca conseguindo a manobra.
Sainz Jr e Verstappen tiveram um breve desentendimento em Cingapura (Foto: Getty Images)
“Depois de o ver tentar uma manobra por dez voltas, pensei que eu poderia tentar por uma volta e, se não desse, devolveria a posição ao Max. Só queria uma chance, mas ele decidiu não me dar. É algo que precisamos conversar, como uma equipe”, relatou Sainz Jr.
 
Verstappen, claro, discorda. O filho de Jos citou os problemas na largada – sua Toro Rosso ficou parada, fazendo com que perdesse uma volta para os líderes – para justiciar o merecimento do oitavo posto.
 
“Meu ritmo estava ótimo. Não acho que tinha motivos para ceder a posição depois de sair de uma volta atrás para estar de volta aos pontos”, argumentou Max. 
 
Franz Tost, chefe da equipe, concordou com Verstappen. O dirigente explicou que Sainz tinha pneus melhores e, em teoria, teria mais chances. Todavia, o espanhol não mostrou ritmo suficiente para merecer a chance.
 
“No fim da prova, pensamos que Carlos alcançaria Max mais rápido, já que um tinha pneus macios novos e o outro tinha macios usados. Consequentemente, calculamos que Carlos teria mais chances de atacar Pérez, mas ele não se aproximou o suficiente de Max para mostrar que teria chances. Então não tínhamos motivos para inverter posições”, explicou Tost.

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