F1

Sainz revela conversa e diz que sente falta de Alonso na F1. Mas espera que “a McLaren não sinta tanto”

Aos 24 anos, Carlos Sainz Jr. chega à McLaren com a dura missão de ser o sucessor de Fernando Alonso e também ser o ponto de experiência do time dentro da pista. E o espanhol já se sente à vontade por ser ouvido pelos mecânicos e engenheiros, iniciando um “relacionamento construtivo”. Sobre o bicampeão e amigo, muitos assuntos em pauta, menos a McLaren
Grande Prêmio, de Barcelona / Redação GP, de Sumaré
Com a saída de Fernando Alonso da McLaren e da F1, Carlos Sainz Jr. é o único piloto espanhol no grid do Mundial e chega à escuderia de Woking com a missão de substituir o amigo bicampeão. Nascido em Madri, o jovem de 24 anos reconhece que sente falta do compatriota no ambiente da F1, mas que busca trabalhar duro para que a McLaren não sinta a mesma falta de Alonso.
 
“Carlos Sainz sempre vai sentir falta de Fernando. A McLaren, espero que não tanto, porque para isso eles têm a mim”, brincou o piloto durante evento promovido pela emissora espanhola Movistar F1 na última segunda-feira (25).
 
Como amigos que são, é natural que os dois espanhóis conversem um pouco sobre tudo. Mas Carlos revelou que não chegou a discutir sobre os trabalhos na McLaren com Alonso.
Com a saída de Alonso, Sainz Jr. é o único espanhol no grid da F1 (Foto: McLaren)
“Estive em contato com Fernando, mas não para falar de quando ele vai se juntar à equipe. Falamos se podemos testar carros no gelo para nos divertirmos, de fazer algo no kart antes da primeira corrida. Não falamos sobre quando ele vai chegar. Quem sabe disso são os dirigentes, que vão estar em negociações com ele para alinhar a agenda”, salientou.
 
A McLaren confirmou sua escalação para a segunda semana de testes de pré-temporada com Lando Norris abrindo os trabalhos nesta terça-feira, alternando nos próximos dias no volante do MCL34 com Sainz. Assim, a equipe britânica afastou a possibilidade de colocar Alonso no cockpit do novo carro nos testes em Barcelona.
 
Sainz, que ainda vive em fase de adaptação à nova equipe, declarou que se sente bem pelo fato de perceber que seu feedback a respeito do desempenho do novo carro é bastante aceito pelos engenheiros e mecânicos da McLaren.
 
“Me senti muito à vontade. Desde o primeiro momento, notei que me escutavam muito, que prestavam atenção a tudo o que dizia, à crítica construtiva que poderia fazer sobre a equipe ou ao carro. Como piloto, isso te faz sentir muito à vontade. Também escuto muito o que me dizem, sobretudo no que posso melhorar. É um relacionamento muito construtivo para levar a equipe à frente entre todos”, comentou.
 
“Depois de quatro anos de carreira profissional na F1, depois de ter passado por outras duas equipes diferentes que chegaram a liderar o pelotão do meio, como a Toro Rosso, na sua época, e a Renault, no ano passado... Venho com experiência e conhecimento com os quais posso ajudar a McLaren a avançar no grid, como vimos a Renault, a escalar e levá-la um pouco mais à frente. Acho que é nisso o que acredita a McLaren, e é o que quero trazer”, complementou Sainz.
 
Questionado se avaliaria o começo da McLaren de forma negativa na temporada caso a equipe não pontue no GP da Austrália, prova de abertura do campeonato — em 17 de março —, Sainz deixou claro que entende que mais importante que começar bem o ano é terminar bem.
 
“Não seria nenhum fracasso ou decepção. Seria um ponto de partida normal porque pode ser que não pontuemos na primeira corrida, seja por algo que aconteça durante a corrida ou por performance. Não seria um fracasso como ponto de partida. O que quero dizer é que é preciso tentar terminar nos pontos em Abu Dhabi. Que em Abu Dhabi possamos estar melhores do que na Austrália. Esse é meu objetivo principal para esta temporada”, explicou, garantindo que seu potencial em termos de resultados vai até onde seu carro novo lhe permitir estar.
 
“Estou convencido que vou pontuar se me derem um carro para pontuar. Se derem um carro para conquistar pódios, então vou conquistar pódios. Se é para vencer, então vou vencer. Mas como agora você depende muito do seu carro, acredito que os que os fãs mais esperam é que a McLaren esteja bem”, concluiu.
 
O GRANDE PRÊMIO cobre ‘in loco’ a pré-temporada da F1 em Barcelona com os repórteres Evelyn Guimarães, Vitor Fazio,  Eric Calduch e o fotógrafo Xavi Bonilla. Acompanhe tudo aqui.