F1

Sainz vê teste pela McLaren em Abu Dhabi importante para “começar ano que vem com o pé direito”

Carlos Sainz foi liberado pela Renault e já vai estrear pela McLaren nesta quarta-feira, no segundo dia de testes coletivos em Abu Dhabi. O espanhol vê a sessão como uma grande oportunidade para se entrosar à nova equipe visando a próxima temporada
Warm Up / Redação GP, de Sumaré
 Carlos Sainz (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)

 
Carlos Sainz é um dos pilotos que vai conhecer a nova casa na F1 nos testes coletivos desta semana em Abu Dhabi. O espanhol obteve a liberação da Renault, de quem se despediu no último domingo (25) com o sexto lugar em Yas Marina, para sentar no McLaren MCL33 nesta quarta-feira na sessão organizada em conjunto pela F1 e a Pirelli. Vai ser a primeira chance de o jovem se adaptar à equipe e ao carro antes dos trabalhos visando a temporada 2019, quando vai ter a missão de substituir Fernando Alonso.
 
A chance é vista por Sainz como importante para poder conhecer o modus operandi da sua nova equipe. 
 
“É começar o ano que vem com o pé direito. Se tenho a chance de testar o carro desta temporada, de ver se me sinto à vontade no assento, ver os pedais, o volante, os botões... Se tenho essa chance, então eu a agarro mil vezes. Dessa forma, você vai para a pré-temporada no ano que vem sem surpresas, sabendo o que esperar. É um teste importante, e foi importante confirmá-lo”, afirmou Sainz em entrevista ao site espanhol ‘Soy Motor’.
Carlos Sainz se despediu da Renault neste fim de semana em Abu Dhabi (Foto: Renault)
Ansioso para começar logo os trabalhos para 2019, Sainz deixou claro que não pensa em descanso depois da sessão desta semana.
 
“Quero ir a Woking algumas vezes depois do teste para me reunir com os engenheiros. Quero preparar bem o inverno, ver o que vamos fazer. Eu, com a McLaren, terei poucas férias. O justo e o necessário no Natal. Estou motivado e gosto tanto que não vai custar nada voltar ao trabalho”, comentou.
 
Carlos carrega a experiência de 81 GPs na carreira como piloto de F1. Entre 2015 e a maior parte de 2017, defendeu a Toro Rosso. Então, num acordo em conjunto envolvendo a Honda e a Red Bull, foi emprestado para a Renault para o fim da temporada passada e representou o time de Enstone ao longo deste ano, terminando em décimo no Mundial de Pilotos.
 
Agora, com a bagagem que adquiriu por duas equipes com filosofias bem distintas, Sainz se vê mais maduro para encarar o grande desafio da sua carreira: liderar uma das mais icônicas equipes do automobilismo.
 
“Aprendi muito na Renault. Explorei caminhos muito diferentes com os acertos para tentar melhorar esse carro. Foi uma grande temporada de aprendizado nesse sentido porque estive focado em melhorar o carro que tinha. Fizemos grandes progressos nesse quesito. Vai ser uma boa experiência para o futuro com a McLaren. Levo a experiência de duas equipes, dois carros muito diferentes. Dois carros com equilíbrios distintos, com estilo de pilotagem diferentes. Praticamente dois extremos”, explicou.
 
“E vou para a McLaren com esses extremos aprendidos, com a experiência de ter conseguido colocar o carro ao meu gosto. Com a Toro Rosso, [o carro] esteve ao meu gosto desde o primeiro dia que subi no carro em 2015, mas não posso dizer o mesmo da Renault. Levo essas duas experiências para a McLaren”, concluiu o jovem de 24 anos.