São Paulo tem de pagar cerca de R$ 760 milhões por 5 anos de Fórmula 1

Contrato prevê pagamento de US$ 125 milhões - equivalente a R$ 660 milhões - divididos em parcelas iguais -, além de RS 100 milhões para a promotora. Informações são do 'Blog Olhar Olímpico'

Eric Granado sofreu forte queda no fim da reta principal (Vídeo: MotoGP)

Os valores acertados entre a Prefeitura de São Paulo e o Liberty Media, detentor dos direitos comerciais da Fórmula 1, são de US$ 125 milhões por cinco anos de contrato – algo equivalente a R$ 660 milhões, na cotação do dia. Ao todo, apenas para ter o direito de organizar, São Paulo pagará um montante que beira os R$ 760 milhões.

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As informações são todas do ‘Blog Olhar Olímpico’, editado pelo jornalista Demétrio Vecchioli. De acordo com a apuração, o acordo equivale a US$ 25 milhões por ano – cerca de R$ 132 milhões – ao longo de cinco anos. Essa parte do pagamento é o tradicional ‘host fee’, a taxa que deve ser pago para sediar uma corrida. O valor pode ser pago por um promotor, um ator público ou, mais diretamente, um circuito.

Até o acordo passado, que terminou em 2019, São Paulo tinha um acerto especial com a Fórmula 1. Isso porque a Interpub, empresa promotora do evento, contava com uma velha amizade entre seu chefão, Tamas Rohonyi, e Bernie Ecclestone, ex-todo-poderoso do Mundial. Juntos, celebraram o acordo que garantia Interlagos no calendário sem que precisasse lançar mão da taxa. O que cabia ao poder público era apenas o valor dos custos operacionais. O acordo sempre incomodou o Liberty Media, que jamais se mostrou simpático a renová-lo.

No anúncio do acordo, o governador de São Paulo, Joao Doria (PSDB/SP), afastou as perguntas sobre os valores envolvidos. Segundo ele e a Prefeitura, agora comandada por Ricardo Nunes (MDB/SP), são informações sob sigilo de contrato. De acordo com o contrato, US$ 22,5 milhões precisam ser pagos até 1º de junho, algo que a prefeitura pretende fazer mesmo com a possibilidade grande de não haver público. A F1 não fala oficialmente, mas trata a realização do GP de São Paulo de 2021 como dúvida por conta da situação da pandemia da Covid-19. Caso haja a corrida, pretende testar o formato das corridas de classificação.

Contrato para a realização do GP de São Paulo pelos próximos cinco anos chegou a ser suspenso (Foto: Duda Bairros/Vicar)

Apesar do contrato ser com a Prefeitura de São Paulo, a reportagem aponta que há um acordo verbal para que metade do valor anual fica a cargo do Governo do Estado em troca das quatro cotas de patrocínio a que tem direito. O valor total dessas cotas, caso vendidas, é de R$ 25 milhões para 2021.

Mas o valor pago para o Liberty Media não é o único: há também aquele pago para a nova promotora, a Brazil Motorsport, companhia que foi vendida como um braço esportivo do fundo de investimentos Mubadala, dos Emirados Árabes Unidos. Segundo o GRANDE PRÊMIO noticiou anteriormente, o contrato visa um pagamento de R$ 100 milhões da Prefeitura para a promotora. O ‘Olhar Olímpico’ afirma que a contratação da Brazil Motorsport foi parte do acordo com o Liberty Media. A empresa tem sócios ocultos e, a despeito da contratação sem a realização de qualquer processo licitatório, irá embolsar a receita de bilheteria.

Alan Adler, ex-atleta olímpico, é o único nome da diretoria da empresa a aparecer. Adler é, oficialmente, o promotor do GP de São Paulo pelos cinco próximos anos. Este contrato entre Prefeitura e Brazil Motorsport chegou a ser suspenso em janeiro por conta da ausência de licitação e o sigilo imposto pela Prefeitura. Entretanto, uma liminar impugnou a suspensão mais tarde.

O GP de São Paulo está marcado para o fim de semana do dia 7 de novembro.

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