Vettel ignora críticos e diz nada ter a provar: “Não ligo para o que as pessoas pensam”

Sebastian Vettel entende que, se tiver de ainda provar algo a alguém, será para si mesmo e para sua equipe, hoje, a Aston Martin. O tetracampeão traçou um paralelo com Juan Manuel Fangio e deixou claro que não está interessado em deixar um legado na Fórmula 1

Sebastian Vettel e Lance Stroll completam primeiras voltas com o AMR21, o novo carro da Aston Martin na Fórmula 1 (Vídeo: Aston Martin/Divulgação)

Sebastian Vettel já viveu os dois lados de uma grande carreira como piloto de Fórmula 1. O alemão ascendeu muito rápido e em 2010, com 23 anos, 4 meses e 11 dias, tornou-se o mais jovem campeão mundial da história — marca que até hoje não foi batida. Foram quatro títulos em sequência, até 2013, com a Red Bull. Foi para a Ferrari a partir de 2015 contratado a peso de ouro, venceu 14 GPs e foi duas vezes vice-campeão do mundo (2017 e 2018), mas jamais chegou perto de lutar pela taça novamente. Entre 2019 e 2020, atravessou um verdadeiro calvário com a falta de bons resultados, erros e teve também um companheiro de equipe que o superou, Charles Leclerc. Agora, trilha um novo horizonte na sua trajetória nas pistas e busca dar a volta por cima na F1 como piloto da Aston Martin.

Vettel tem um currículo pra lá de vitorioso: quatro títulos mundiais, 53 vitórias, 57 poles, 38 voltas mais rápidas e 121 pódios ao longo de 257 GPs disputados. Seb, de 33 anos, figura nas principais estatísticas de performance da Fórmula 1 sempre entre os cinco maiores da história.

Por isso, o alemão deixou claro que não tem nada a provar, sobretudo aos críticos, mas sim a si mesmo e à sua equipe. E lembrou que também não está interessado em deixar um legado na Fórmula 1, traçando um paralelo com aquele que foi, por quase meio século, o maior campeão da categoria em todos os tempos.

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Sebastian Vettel só quer provar a si mesmo e à equipe (Foto: Aston Martin)

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“Não ligo para o que as pessoas pensam. É mais uma questão de deixar claro para a equipe e para mim mesmo, do que para as pessoas. Nosso mundo se movimenta muito rápido, e o mundo tem de se movimentar rapidamente, o que é bom”, declarou o alemão em entrevista veiculada pela revista britânica Autosport na esteira do lançamento do AMR21, o carro da Aston Martin para a temporada 2021 da Fórmula 1.

“Do contrário, você sempre vai estar preso ao passado e ainda vai dizer que Juan Manuel Fangio é o senhor e salvador de todos os pilotos. Sem dúvida, ele era muito, muito especial. Mas se você perguntar a um jovem de 15 anos quem é Juan Manuel Fangio, acho que eles não vão saber”, salientou Vettel, enxergando nisso algo positivo.

“Isso é bom. O tempo vai passar. E, especialmente hoje em dia, provavelmente Fangio teve um legado mais longo do que qualquer um de nós jamais vai ter, independente de quantas vitórias tivermos, e assim por diante. E isso é bom”, comentou.

Vettel voltou a afirmar que não se importa com o que pensam ao seu respeito. E também não liga pela forma como e se vai ser lembrado no futuro.

“É bom seguir em frente e seguir adiante. Portanto, tenho quase certeza de que, quando me aposentar da Fórmula 1, vou ser esquecido muito rapidamente, e tá tudo bem. Acho isso saudável. É por isso que também não estou muito preocupado em provar nada nesse ponto de vista para as pessoas, tenho somente de me concentrar do meu lado, que quem está à minha frente sou eu mesmo”, concluiu.

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