Sem arrependimento, BMW vê “momento muito difícil” e descarta retorno à F1

Klaus Fröhlich, chefe de desenvolvimento da marca bávara, entende que a presença de uma montadora como a BMW na F1 não compensa porque “os investimentos são enormes” e que não há retorno suficiente. O executivo prevê a maior recessão da história desde 1945

A BMW viveu grandes momentos na F1. Como fornecedora de motor, entrou para a história com Nelson Piquet, campeão mundial em 1983 em união com a Brabham; se aliou à Williams no início dos anos 2000 e enfileirou vitórias com Ralf Schumacher e Juan Pablo Montoya e, no fim da década, arrendou a Sauber e montou a própria equipe, comandada por Mario Theissen. 
 
Mas a grande crise econômica que eclodiu em 2008 fez a montadora bávara tirar o time das pistas e entregou de volta a operação para Peter Sauber ao fim de 2009. Hoje, a marca é presente de forma oficial no DTM — com futuro incerto depois do anúncio da saída da Audi ao fim de 2020 — e na Fórmula E, onde a BMW investe muito e vê nos carros elétricos a plataforma do futuro.
 
Ao deixar a F1, a cúpula da montadora tomou um caminho que considera sem volta. Em entrevista ao jornal alemão ‘Süddeutsche Zeitung’, Klaus Fröhlich, membro do conselho de gestão da marca e chefe de desenvolvimento, deixou claro que um regresso ao Mundial não faz parte dos planos porque não é rentável e também por conta da crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus.
A BMW não se arrepende de ter deixado a F1 (Foto: Red Bull/ GEPA Pictures/ Franz Pammer)
“A contribuição para a marca é mínima, e os investimentos são enormes. Portanto, não nos arrependemos de termos saído da F1. Dentre outras coisas, a categoria está atravessando um momento muito difícil com as mudanças”, explicou o executivo.
 
“Nossa estratégia no automobilismo segue sendo a da empresa. Não precisamos de um campeonato em particular para ressaltar a marca. Para algumas grandes montadoras, talvez seja assim, mas, por outro lado, temos estratégias vinculadas a fabricação em série, com motores térmicos e elétricos para nos guiar”, salientou o dirigente, que reforçou o foco da BMW, voltado praticamente de forma integral para o desenvolvimento dos carros elétricos.
 
O cenário econômico atual é um impedimento, na visão de Fröhlich, para que investimentos maciços no esporte a motor, como seria o caso da F1, sejam feitos neste momento.
 
“O fato é que, no geral, a vontade de investir é menor e, com o acréscimo dos problemas relacionados ao coronavírus, temos de enfrentar o que provavelmente vai ser a maior recessão econômica desde 1945. É por isso que vejo muito difícil a entrada de novos membros na F1 diante deste contexto”, concluiu.

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