F1

Sem arrependimentos por deixar Honda, McLaren revela: apenas “carro B” resolveria problema em 2018

Mohammed bin Essa Al Khalifa, o Xeque Mohammed, presidente-executivo da McLaren, avaliou que a decisão de cortar relações com a Honda foi a certa e inevitável, apesar de cara. A baixa produção de 2018, segundo ele, pode ser atribuída a um problema estrutural que a equipe encontrou no carro durante o campeonato
Warm Up / Redação GP, do Rio de Janeiro
 Fernando Alonso (Foto: McLaren)
Um ano depois da decisão de deixar no passado a parceria com a Honda, a McLaren não fez grande evolução. Mas também em nada se arrepende da mudança. Quem afirmou foi Mohammed bin Essa Al Khalifa, o Xeque Mohammed, presidente-executivo da companhia. Na avaliação dele, foi uma atitude inevitável, embora custosa.
 
De acordo com o executivo, a McLaren não tinha qualquer traço da evolução desejada com a Honda e definiu que, para o futuro, seria melhor mudar o escopo do trabalho. Daí o negócio, impulsionado também por Fernando Alonso, para se tornar cliente da Renault.
 
"Foi do interesse de longo prazo da companhia", afirmou, apesar de admitir que foi uma "decisão cara".
 
"Estamos comprometidos com isso. Da forma que estávamos caminhando, a mudança era inevitável", seguiu.
Xeque Mohammed, o presidente-executivo da McLaren (Foto: Reprodução/Twitter)
"Temos tremendo respeito pela Honda, mas a relação não estava funcionando, então tivemos uma discussão civilizada e decidimos seguir rumos distintos. Vamos ver como isso segue adiante. É frustrante, porque somos corredores de coração, mas você precisa do poder para seguir adiante", avaliou.
 
Após terminar o campeonato com o sexto lugar do Mundial de Construtores, mas com um dos dois piores carros nos últimos meses, revelou que a McLaren encontrou um problema estrutural no carro durante o ano e que não tinha como resolver no meio do campeonato.
 
"Estamos confiantes de que sabemos como desenvolver um carro neste ano. Há um problema fundamental, mas acho que estamos tratando disso. Se tivéssemos descoberto isso em abril, faríamos um carro B, mas já era tarde demais [quando descobriram]. Não sei se queremos contar o que descobrimos e como, mas tomamos as medidas necessárias, e o desenvolvimento do carro do ano que vem nos ajudou a entender o que deu errado", encerrou.
 
Sem Alonso, a McLaren vai para 2019 Lando Norris e Carlos Sainz como dupla.