“Sem desespero”, Williams prevê encontrar novo investidor em “três ou quatro meses”

Claire Williams entende que a adoção de uma nova estratégia que abre as portas até para a venda do grupo “é o mais correto e o mais prudente”. A dirigente considera que tem o orçamento para bancar o ano das operações da equipe na F1, mas acredita em um acordo até outubro

Ao lançar uma nova estratégia de mercado que abre as portas para a venda de parte ou até mesmo da integralidade da Williams Grand Prix Holding, a empresa oficialmente começou a busca por um novo investidor para, nas palavras de Claire Williams, “proteger o futuro da nossa equipe e os nossos funcionários”. Mas a chefe-adjunta e filha do cofundador, Frank Williams, assegura que não há desespero na medida e espera que tudo esteja definido, de alguma forma, até outubro.

“Tenho toda a confiança de que vamos encontrar o investimento que precisamos. Queremos fazê-lo nos próximos três ou quatro meses. Gostaríamos de fazer as coisas rapidamente na F1, e acreditamos que é possível. Mas o restante do ano está financiado para seguir competindo ao passo em que possamos voltar aos circuitos”, garantiu a dirigente britânica.

Claire Williams vê a medida como a salvação para a equipe (Foto: LAT/Williams)

“Não acho que seja desespero, mas sim é o correto e o mais prudente. A Williams, como família, sempre colocou nossa equipe de F1 em primeiro lugar. Sinto que a busca por investimentos internos neste momento está absolutamente alinhada à filosofia que sempre tivemos: proteger o futuro da nossa equipe e proteger os nossos funcionários”, disse.

A Williams é a última das ‘garagistas’ no grid da F1, sendo uma equipe sem ligação umbilical com uma montadora ou grande empresa, mas tendo sua origem genuína no esporte a motor. Em obras como no documentário ‘Williams’, disponível na Netflix, é possível observar que a vida da família gira em torno da equipe. Mas, com o lançamento de uma nova estratégia que pode culminar até na venda da empresa, o objetivo final vai muito mais além.

“Não se trata da família Williams, mas se trata de tentar garantir o futuro da nossa equipe. O que Frank sempre fez é garantir que ele coloque a equipe, os negócios e os nossos funcionários em primeiro lugar. E é isso o que estamos fazendo agora. Da mesma forma, Frank quer ser sempre o mais competitivo possível”, explicou Claire.

“Uma das principais razões pelas quais estamos fazendo isso é atrair investimentos internos para a equipe, para que possamos capitalizar primeiro em cima dos novos regulamentos que estão sendo apresentados para 2021 e colocar essa equipe na melhor posição para ser bem-sucedida. No fim das contas, isso é tudo o que importa para nós”, salientou.

Na visão de Williams, não há outra saída para salvar a equipe. “É preciso dinheiro. E precisamos de investimentos para alcançar o que queremos alcançar e para nos ajudar com a ambição que temos na F1. O esporte não tem sido bom para nós por conta das várias regras que entraram em vigor e, principalmente, por conta das despesas. Agora, com essas novas regras, isso deve mudar”.

“Hoje estou sentada aqui, muito confiante sobre o futuro da nossa equipe e sobre a nossa capacidade de ser bem-sucedida novamente em nosso esporte, porque o ambiente em que podemos competir está mudando. Agora, estamos tomando essa decisão de obter investimentos internos para nos ajudar a alcançar tudo o que queremos, nos ajudar a cumprir todos os planos que estamos implementando e nos levar ainda mais adiante. É o momento certo para fazer isso na história da Williams”, disse.

Por fim, a chefe-adjunta ressaltou a grande importância do sobrenome Williams no meio do esporte a motor, embora saiba que há o risco até que este símbolo desapareça da F1 caso a empresa seja vendida na sua totalidade. “Há um grande valor na marca Williams. Os fãs do esporte a adoram tanto dentro como fora da F1, e acho que isso significa algo. Tenho certeza de que todo investidor a reconheceria. Mas isso seria uma conversa mais para a frente”, concluiu.

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