F1

Sem expectativas na Toro Rosso, Gasly vê estratégia como meio de superar Sauber no Brasil

Pierre Gasly não saiu muito animado apesar de ter buscado a nona colocação do grid de largada para o GP do Brasil, ainda que, especialmente por conta de duas voltas impressionantes com pista escorregadia, tenha chamado a atenção. Brendon Hartley, em seu penúltimo sábado na F1, admitiu erro
Warm Up, de São Paulo / PEDRO HENRIQUE MARUM, de Interlagos / JULIANA TESSER, de Interlagos / FELIPE NORONHA, de Interlagos
 Pierre Gasly (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)

Com a nona posição do grid de largada para o GP do Brasil conquistada no treino classificatório deste sábado (10), Pierre Gasly mesmo assim impressionou. Especialmente pelas duas voltas com que se classificou para o Q2 e o Q3 terem sido realizadas já com pista escorregadia da chuva. E isso comparado com o que ele esperava é? Nada. Gasly não esperava resultado nenhum. O que pensa é em como superar Marcus Ericsson e Charles Leclerc no domingo.
 
Pode até parecer uma afirmação estranha, mas o piloto francês assegurou a imprensa - o GRANDE PRÊMIO entre ela - que abandonou o conceito esperar projetar resultados. 
 
"Eu parei de ter expectativas. Sabia que ia ser disputado e que, depois de ontem, estaríamos brigando entre décimo e 12º. O treino foi estressante e divertido. Ficamos numa situação complicada ao sair tarde para a pista, mas conseguimos passar [para o Q2], então foi bom", disse.
 
"Já no final do Q1 estava difícil, porque saímos tarde e a pista estava escorregando - passamos em décimo. Eu avisei a equipe que tivemos sorte com a volta, porque um erro custaria muito. No Q2 nós saímos mais tarde que os outros e tivemos mais sorte ainda com o timing. Merecemos ir ao Q3, mas com a chuva não tinha como fazer uma boa volta", seguiu Pierre.
Pierre Gasly (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
A estratégia adotada por Gasly para o Q3, semelhante ao que fez a Ferrari, não deu certo.
 
"Fui um pouco mais agressivo com a asa [no Q3], mas acabei saindo muito de traseira. Fui melhor no Q2, mas a Ferrari consegue fazer isso. Somos competitivos", seguiu.
 
Questionado pelo GP com relação à briga com a Sauber, que pôs os dois carros no Q3, admitiu que a Toro Rosso sai atrás.
 
"É impressionante colocar os dois carros no Q3 e eles claramente não acham que o resultado do campeonato tem efeito agora. O carro deles é forte. Vai ser difícil lutar com eles, mas precisamos acertar na estratégia e outros elementos.
 
16º no grid paulistano, Brendon Hartley agradeceu a Toro Rosso pela melhora no carro, mas lamentou a pouca diferença que o deixou de fora do Q2.
Brendon Hartley (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
“Eu cometi um erro na minha volta com a frente travando muito na curva 8, o que causou um pequeno furo e eu perdi cerca de um décimo e meio, o que fez a diferença em uma chance no Q2”, explicou. “Foi complicado com a chuva, mas eu tinha boas informações vindas do pit-wall e dos meus engenheiros sobre as condições de pista”, continuei.
 
“Fiquei feliz com o carro e quero agradecer o time pelo bom trabalho ao longo dos últimos dias depois de eu não ficar muito satisfeito com o equilíbrio nos treinos livres”, falou. “As margens foram apertadas hoje e nós simplesmente perdemos. Vai ser uma corrida dura para nós, mas o carro parece dente e tudo pode acontecer amanhã, especialmente se tivermos condições mistas, que é o que diz a previsão”, completou.

A largada do GP do Brasil está marcada para 15h10 (horário de Brasília) deste domingo. O GRANDE PRÊMIO cobre ‘in loco’ o GP do Brasil de F1 com os repórteres Evelyn Guimarães, Felipe Noronha, Fernando Silva, Gabriel Curty, Juliana Tesser, Nathalia De Vivo e Pedro Henrique Marum, e o fotógrafo Rodrigo Berton. Acompanhe tudo aqui.