Sem ‘harmonização’ de datas com F-E e de novo coincidente com Indy 500, F1 ainda parece comandada por Ecclestone

Maio teve as 500 Milhas de Indianápolis com Fernando Alonso e um encontro entre chefões de categoria para evitar que as corridas batessem demais umas com as outras. Os mais otimistas esperavam que a F1 jogasse o GP de Mônaco uma semana além da data atual; todos aguardavam o mínimo confronto de datas. No fim das contas, a F1 bate com metade do calendário da F-E. E Monte-Carlo será preliminar da Indy 500 em 2018 numa jogada logística incompreensível

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Não tem muito tempo – mais exatamente três semanas –, a FIA emitiu um comunicado em que revelava uma reunião de seu presidente, Jean Todt, com os chefes de F1 (Ross Brawn), F-E (Alejandro Agag) e WEC (Gerard Neveu) para discutir uma “harmonização” entre as categorias. Basicamente, o encontro se destinava a ajeitar o calendário de 2018 de modo a ter o menor encontro possível de datas entre tais campeonatos.

 
Análise superficial: um ano tem 52 semanas; são necessárias 21 datas para a F1, 9 para o WEC e 11 para a F-E – considerando que esta corre em datas estilo temporada e tendo dezembro, janeiro e fevereiro a seu dispor e que são três rodadas duplas, ou seja, 14 provas; logo, daria tranquilamente.
GP de Mônaco vai ser novamente disputado na mesma data da Indy 500 em 2018 (Foto: AFP)

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Aí a FIA solta nesta segunda-feira (19) os calendários de F1 e F-E. Metade das corridas do campeonato elétrico, sete, coincidem a da F1: o GP do Bahrain na F1 bate com a estreante prova da Roma na F-E; GP do Azerbaijão, com o eP de Paris; GP do Canadá, com um TBA (to be announced); GP da Inglaterra, com a rodada dupla de Nova York; e GP da Hungria, com a rodada dupla de Montreal.

 
F1 e F-E, em última instância, são dois campeonatos que se conversam porque têm em comum o Liberty Media como acionista majoritário. Teoricamente. Porque parece que, seja entre elas ou na reunião com Todt, ninguém se entendeu. 
 
A F1, aliás, é quem poderia ter resolvido isso e melhorado logisticamente seu calendário. Exemplo: juntar as corridas de Bahrein e Azerbaijão – ou seja, ocupar a data do fim de semana de 22 de abril – ou jogar a Hungria para depois das férias de meio de ano.

Ainda, não faz o menor sentido ter o GP de Mônaco, sair para o Canadá e depois voltar para a França. Era muito mais simples fazer uma dobradinha Monte-Carlo/Paul Ricard, nas datas de 3 e 10 de junho, deixar o pessoal ali na região para eventualmente disputar as 24 Horas de Le Mans na semana seguinte, e depois viajar para Montreal.

 
E colocar Mônaco em 3 de junho desvincularia com as 500 Milhas de Indianápolis diante de todo o bem que a ida de Fernando Alonso para lá fez ao automobilismo – e, assumidamente, à F1, nas palavras do próprio Chase Carey. Mas com este calendário, parece que é Bernie Ecclestone quem ainda está no comando da categoria: agindo sem pensar em qualquer interesse no esporte como um todo.
O CANADÁ É PARA HAMILTON O QUE MÔNACO FOI PARA SENNA?

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