Sem Hamilton, GP da Arábia Saudita diz que conversou com pilotos sobre direitos humanos

Promotor do GP da Arábia Saudita, o príncipe Khalid Bin Sultan Al Faisal foi até Silverstone e falou com pilotos. Mas não com Hamilton

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Lucas Di Grassi passou pelos boxes durante o safety-car para ganhar posições (Vídeo: Fórmula E)

Desde que foi formalizado, o GP da Arábia Saudita – que já surge com contrato de dez anos junto à Fórmula 1 -, levantou uma série de preocupações e protestos por conta das conhecidas violações nacionais e internacionais de direitos humanos perpetradas de maneira pública pelo país. Na tentativa de diminuir uma possível pressão interna na F1, o promotor do evento e presidente da Federação de Automobilismo e Motociclismo do país, príncipe Khalid Bin Sultan Al Faisal, foi até a Inglaterra conversar com os pilotos. Só que ‘esqueceu’ Lewis Hamilton.

Al Faisal afirmou que esteve em Silverstone e se reuniu com um grupo pequeno de pilotos para conversar sobre as preocupações relacionadas aos direitos humanos. Não quis dizer quem estava entre os anfitriões, mas Hamilton, principal nome do grid e piloto que encabeça discussões de cunho social, não estava entre eles.

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“Estive em reunião com alguns pilotos em Silverstone. Não vou dizer os nomes, mas Lewis Hamilton não era um deles. Respondi sobre suas preocupações e falei com eles abertamente”, afirmou à revista inglesa Autosport.

“Disse para que não ia dizer nada, que era para eles virem para a Arábia Saudita e verem com os próprios olhos. Se vierem antes da corrida, podem vir e julgar por vocês mesmos. Qualquer coisa que eu disser sobre meu país, é melhor que vocês venham e vejam por vocês meses, encontrem os habitantes e deixem que eles deem suas opiniões”, falou.

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Detalhe do projeto do circuito que vai ser palco do primeiro GP da Arábia Saudita de F1 (Foto: Divulgação/F1)

“Tenho certeza que todos têm amigos em equipes que vieram para a Fórmula E ou o Dakar [que foram ao país nos últimos anos]. Dá para vir e ver nosso país livremente e, então, formar opinião, porque estamos confiantes em nosso progresso e na direção em que estamos indo. Não tenho problemas em discutir”, disse após afirmar que não realmente discutiu nada com os pilotos.

Questionado sobre se estava trabalhando com alguma questão parecida ao We Race as One da F1, o príncipe disse que sim mesmo sem dizer nada de qualquer substância.

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“Neste momento, as coisas estão progredindo bem entre as partes. É parte da nossa estratégia, na Arábia Saudita, de abrir o país. Queremos provar que temos qualidade de vida para todos, para os sauditas e os turistas que nos visitam. Isso nos ajudará a alcançar estes objetivos”, finalizou.

Órgãos especializados em questões relacionadas aos direitos humanos são bem vocais quanto ao desejo da Arábia Saudita de realizar o chamado ‘sportswashing‘ – algo como lavagem pelo esporte -, quando a imagem internacional passa a contar com eventos esportivos bem organizados, com público feliz e sucesso midiático para aplacar todos os abusos humanos do país.

A Arábia Saudita já foi além e se candidatou a receber rodada dupla com corrida sprint da F1 caso seja necessário para fechar o calendário deste ano. A corrida está marcada para o fim de semana de 5 de dezembro.

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