F1

Sexta-feira com cara de Mercedes vê Ferrari em apuros e Red Bull perto na Inglaterra

O primeiro dia de treinos livres em Silverstone viu uma Mercedes poderosa. Não se deixe enganar pelo 0s1 que separou Valtteri Bottas de Charles Leclerc. Falando em Ferrari, a equipe italiana parece em apuros, enquanto a Red Bull deu mais um passo à frente

GRANDE PRÊMIO / EVELYN GUIMARÃES, de Curitiba
Não se engane. A diferença de quase 0s2 que separou Valtteri Bottas, o mais rápido do dia, de Charles Leclerc, o terceiro, não condiz com a realidade de forças da Fórmula 1 na recapeada Silverstone, palco da décima etapa da temporada, neste fim de semana. A Mercedes retomou seu posto de liderança e inicia a etapa inglesa na frente e favorita. O ponto forte da equipe alemã está no ótimo desempenho do W10 na parte mais seletiva do tradicional traçado britânico, além de um incrível ritmo de corrida, que deve, se nada de estranho acontecer, ajudá-la bem na luta pela vitória no domingo.
 
Se na etapa passada a Ferrari chegava com vantagem em um circuito que prezava pela força do motor, o mesmo não acontece em Silverstone. A esquadra vermelha se defende bem nas retas, é verdade, mas encontrou dificuldades no terceiro setor e ainda lida com os problemas que têm na parte dianteira da SF90. Ainda assim, há uma bela chance de briga pela pole-position, dada a performance com os compostos macios/vermelhos – apesar da degradação nada saudável que apresentaram ao longo do dia. 
Lewis Hamilton é o homem a ser batido no quintal de casa (Foto: AFP)
Quem surge de maneira bem interessante é a Red Bull. De novo. Com a corda no pescoço, Pierre Gasly apareceu com o melhor tempo pela manhã e, à tarde, ainda se colocou perto dos carros da Ferrari e à frente do companheiro de equipe. Ainda que Max Verstappen tenha dito que a sexta-feira (12) de treinos livres foi “uma das piores do ano”, o ritmo de corrida do RB15 chamou atenção, porque em muitos aspectos foi melhor até do que da Ferrari. A questão dos austríacos agora é conseguir fazer os pneus vermelhos funcionarem em ritmo de classificação.
 
Diante desse cenário, a Mercedes se coloca como favorita, tanto na definição do grid como em corrida. Como era de se esperar, a equipe prateada não encontrou problemas para tirar o melhor dos pneus vermelhos em temperaturas mais amenas. Bottas se colocou à frente do líder Lewis Hamilton, que teve mais dificuldades em encontrar o caminho na parte final do circuito em simulação de classificação – daí as várias escapadinhas de pista. 
 
O inglês, no entanto, foi cirúrgico no momento em que andou em desempenho de corrida. Ninguém foi melhor que ele, guiando consistentemente na casa de 1min30s4 com os médios, contra 1min31s1 do companheiro de equipe. O pentacampeão foi sistematicamente mais veloz em todas as condições e não cometeu erros em suas voltas com mais peso.
Sebastian Vettel tenta achar um ritmo de corrida para a Ferrari (Foto: AFP)
A Ferrari, de fato, se aproxima em ritmo de classificação, mas precisa trabalhar mais em corrida. A diferença para a Mercedes é dramática, sendo que agora a ameaça vem também da Red Bull. Os carros vermelhos andaram na casa de 1min32s6 na simulação de prova, enquanto os austríacos conseguiram tempos em 1min31s4. Esse aí é o grande problema dos ferraristas, uma Red Bull melhor em termos de corrida.
 
Entre as demais equipes, a McLaren novamente aparece em uma posição de destaque na tabela, com Lando Norris à frente de Verstappen. A equipe inglesa trouxe novidades aerodinâmicas e vem, como na Áustria, com um ritmo muito forte, especialmente diante das rivais do pelotão intermediário. 

O clima, os ventos e até o novo asfalto são ingredientes dos mais interessantes e que devem também complicar a vida de favoritos e daqueles que apenas buscam uma chance de brilhar. 

A F1 volta a acelerar em Silverstone nesta manhã de sábado, às 7h (horário de Brasília), com o terceiro treino livre, enquanto a definição do grid de largada acontece às 10h. O GRANDE PRÊMIO acompanha tudo AO VIVO e em TEMPO REALSiga tudo aqui.

 
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