S&G — Felipe Nasr: “Não é de um dia para outro que a Sauber vai virar o melhor time”

O brasileiro Felipe Nasr fez nesta segunda-feira sua estreia pela Sauber e destacou como foi possível fazer muitos experimentos no primeiro dia, especialmente com relação aos pneus. Com a zona de pontuação como objetivo, disse que acredita no potencial do time para buscar o que não alcançou no último ano

Pela primeira vez, Felipe Nasr guiou o próprio carro de F1. “É diferente. Você se sente mais em casa”, resumiu. Nesta segunda-feira (2), em Jerez de la Frontera, o brasileiro completou 88 voltas — um bom começo de preparação na pista para a temporada 2015 da F1. Ao final da atividade, o piloto de 22 anos destacou como o elevado número de voltas é um bom indício com relação à confiabilidade do carro e especialmente o contato que teve com diferentes jogos de pneus.

Além de ter usado os pneus macios pela primeira vez em carros de F1, também experimentou compostos de chuva depois que ela deu as caras em Jerez no fim da tarde. Aproveitou a hora de pista molhada para andar tanto com intermediários quanto com compostos de chuva forte.

“Deu para entender muita coisa, principalmente a mudança do pneu médio para o macio e do intermediário para o de chuva. E fiquei surpreso com o nível de aderência dos macios. Foi um dia para isso e para conhecer o carro que, querendo ou não, vou disputar a temporada”, disse.

Nasr também fez comparações entre o modo de trabalhar da Sauber e da Williams, dos objetivos que tem para a temporada e da pressão por ser brasileiro — garantiu que tem os pés no chão e saberá lidar com eventuais críticas.

Confira trechos da conversa de Nasr com os jornalistas após seu primeiro dia no carro na pré-temporada da F1:

Felipe Nasr deixa os boxes pela primeira vez com o carro da Sauber (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

 Quais foram as suas primeiras impressões do carro?

Acho que é um bom passo pelo o que eu sei do carro do ano passado. Definitivamente eles deram um passo à frente, uma combinação de chassi e motor, então estou ansioso para ver quanto podemos desenvolver nisso. Amanhã é mais um longo dia para entrar nestes detalhes.

O fato de que vocês andaram muito tempo sem apresentar problemas te deixa animado dentro da expectativa que vocês tem para o ano?

Com certeza. Ano passado, saíram daqui com quase 100 voltas. A preparação que a gente vai ter para a primeira corrida vai ser muito mais produtiva do que eles tiveram no ano passado.

Como é o carro em comparação ao da Williams, que você andou no ano passado?

Os dois são diferentes, sem dúvida. Vindo da Williams, não andei tanto quanto gostaria lá. Mas, mesmo assim, é bom ter uma comparação entre os dois carros. São áreas diferentes, aspectos diferentes.

Há coisas que você viu na Williams que podem contribuir na Sauber?

Tem certamente algumas áreas em que podemos melhorar. Eu vi na Williams algumas coisas boas que eu posso passar para a Sauber.

Tem uma diferença grande no motor?

Não diria que há uma diferença crítica. É similar.

O carro responde do jeito que você espera ou tem algo que está te surpreendendo?

Parece que está bem. Claro, tem áreas em que podemos melhorar. Sempre tem. Mas, para ser honesto, enquanto você está aprendendo um novo carro, um novo motor, só tem que se acostumar com todas essas sensações. Para mim, foi fácil, porque o carro era previsível. Respondia bem e era fácil de pilotar.

Você pode exemplificar quais são as mudanças de procedimento e o que você tinha de fazer de um jeito na Williams e tem que mudar na Sauber?

Tem muitos sistemas, não só da equipe, mas do próprio motor Ferrari. A linguagem é diferente, as palavras que eles usam são diferentes. E os botões. Imagina, eu estava acostumado com certo botão que hoje ele não chama o mesmo. Até minha cabeça entender isso e se acostumar, precisa de tempo.

Chegou a errar botão por causa disso?

Às vezes você fica na dúvida e pergunta para o engenheiro: “É esse aqui mesmo?”

Apesar do sol, fazia muito frio quando Nasr começou a trabalhar nesta manhã (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

A gente sabe que o brasileiro às vezes é extremamente crítico e  para isso nem sempre se preocupa em entender o que aconteceu. Você está chegando na Sauber no ano que não é o melhor da equipe. Está preparado para lidar com isso?

Primeiro, eu sei o que esperar de uma equipe que passou por tanto problema no ano passado. Não é de um dia para o outro que eles vão virar a melhor equipe da F1. Mas eu acredito no potencial da equipe para buscar essa melhora, esse desenvolvimento, e quem dera se a F1 fosse só guiar carro bom. Só guiar carro para ganhar corrida. Todo mundo trabalha para isso. Estou começando agora. Vou aprender e me desenvolver junto com a equipe e, neste plano de dois anos, eu acho que vai ter uma boa melhora no carro. Posso esperar que muita coisa boa vai vir e não tem por que eu colocar essa pressão em cima de mim.

Qual seu objetivo para este ano?

O primeiro é levar a equipe de volta aos pontos.

E os outros?

Então preciso conseguir mais pontos.

DE NOVO NA FRENTE
Sebastian Vettel, pelo segundo dia seguido, foi o mais rápido dos testes de pré-temporada da F1 em Jerez de la Frontera. O alemão, que agora defende a Ferrari, anotou uma volta em 1min20s984 ainda pela manhã na Andaluzia e não foi mais superado. Um excelente início para seu relacionamento com a Scuderia.
 
E como se repetir o líder já não fosse o bastante, a F1 também viu a Sauber outra vez na segunda posição. Desta vez, com o estreante brasileiro Felipe Nasr. Fazendo seu primeiro treino com a equipe suíça, o campeão da F3 Inglesa de 2011 colocou pneus macios na parte da tarde para saltar de quarto a segundo, com um tempo na casa de 1min21s867 — exatos 0s833 mais lento.

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AINDA NÃO DÁ
A Williams não está andando com o combustível da Petrobras em seus carros e não tem uma previsão de quando vai começar a fazê-lo.
 
Quando a parceria da estatal brasileira com a equipe inglesa foi anunciada, no início da temporada 2014 da F1, disseram que o combustível da Petrobras deveria retornar à categoria com a Williams em 2015. Desde então, a marca da companhia aparece nos carros devido a um acordo promocional.

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VETTEL NA CABEÇA
A Red Bull surpreendeu a todos ao aparecer com o RB10 envolto numa pintura provisória camuflada em preto e branco para o primeiro dia de testes coletivos de pré-temporada neste domingo (1), em Jerez de la Frontera. O chefe da equipe, Christian Horner, explicou de onde veio a ideia do camuflado, mas sem entregar quando e de que forma o carro ficará quando a pintura oficial chegar.
 
Segundo Horner, a pintura foi inspirada num dos muitos capacetes utilizados por Sebastian Vettel enquanto na equipe: o vestido pelo tetracampeão no GP da Itália de 2014. E completou dizendo que é impactante e dificulta na hora de gente de fora da equipe tentar recolher informações detalhadas.

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SIMPLESMENTE DIFERENTE
Fernando Alonso entende que a McLaren de 2015 é bem diferente daquela de 2007, quando o espanhol integrou pela primeira vez o time de Woking. Agora, o bicampeão vê uma equipe mais aberta e credita essa impressão aos novos nomes da esquadra inglesa, especialmente o do diretor de corridas, o francês Éric Boullier, e do projetista Peter Prodromou, ex-braço direito de Adrian Newey na Red Bull.
 
A primeira passagem do asturiano pela esquadra britânica foi bastante tumultuada e acabou antes do término do contrato. A briga pelo título com o então colega Lewis Hamilton e os constantes desentendimentos com Ron Dennis levaram Alonso a sair mais cedo, apenas um ano depois da estreia.

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