Silverstone anuncia acordo com F1 para receber dois GPs seguidos com portões fechados

Stuart Pringle, diretor de Silverstone, afirmou à emissora BBC que chegou a um acordo com a F1 para a disputa de duas corridas seguidas, que fazem parte do programa revisado da categoria para a temporada 2020. Contudo, o dirigente lembrou que as etapas “estão sujeitas à aprovação do governo local” em razão das restrições recentemente adotadas para conter o avanço do Covid-19

Se tudo correr conforme o planejado pela F1, a temporada 2020 do Mundial vai ter duas corridas seguidas em Silverstone. A direção do circuito britânico, capitaneada por Stuart Pringle, chegou a um acordo com o comando da categoria máxima do automobilismo para a realização das etapas, com a determinação de portões fechados ao público. Segundo o esboço do calendário traçado pela categoria, as provas vão acontecer nos dias 26 de julho e 2 de agosto.
 
 
“Estou muito satisfeito por confirmar que Silverstone e a Fórmula 1 chegaram a um princípio de acordo para sediar duas corridas com portões fechados neste verão”, disse Pringle.
A F1 só depende do governo britânico para correr duas vezes em Silverstone em 2020 (Foto: Mercedes)
“No entanto, essas corridas vão estar sujeitas à aprovação do governo, pois nossa prioridade é a segurança de todos os envolvidos e a estrita conformidade com as restrições sobre o Covid-19”, comentou.
 
“Gostaria de agradecer a todos os nossos fãs, que foram tão solidários ao longo de tudo isso e garantir que estamos determinados a fazer o possível para ajudar a F1 a promover um espetáculo neste verão”, acrescentou o diretor de Silverstone.
 
Procurada pela reportagem da emissora britânica, a F1 informou que “continuamos conversando com Silverstone e outros promotores sobre um calendário revisado para 2020”.
 
Segundo a BBC, as negociações para Silverstone receber duas corridas seguidas foram freadas por conta da alta pedida do circuito, cerca de £ 15 milhões (R$ 106 milhões). O montante é exatamente o mesmo que a F1 cobraria em condições normais. A categoria abriu mão da taxa pelo fato de Silverstone realizar as corridas com portões fechados. Várias equipes entraram em contato com a F1 reclamando da postura do circuito. Mas, no fim das contas, as arestas financeiras foram resolvidas.
 
O governo britânico anunciou que todos os residentes que viajarem ao exterior, quando retornarem, serão forçados a passar 14 dias em quarentena, método para evitar riscos de contaminação pelo Covid-19. Para a F1, que quer correr na Áustria no começo de julho e na Inglaterra uma semana depois, é um novo quebra-cabeças a ser resolvido.
 
Ainda que a gestão comandada por Boris Johnson não tenha definido quando as restrições vão entrar em vigor, o fato representa uma ameaça para a F1. 
 
Sete das dez equipes do grid (Mercedes, McLaren, Racing Point, Red Bull, Renault, Williams e Haas) têm suas sedes na Inglaterra. E além dos problemas com os funcionários, que viajam de um país para o outro ao longo da temporada, os carros também precisam retornar periodicamente para as fábricas no intervalo entre as corridas para reparos e eventuais atualizações.

Além de Silverstone, Spa-Francorchamps confirmou nesta sexta-feira a liberação do circuito para a realização do GP da Bélgica. Também com portões fechados.

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