F1

Stroll diz que temporada difícil com Williams é parte da relação de “amor e ódio” com F1

Os resultados de Lance Stroll na temporada são bem pequenos. Com uma Williams em um ano de dificuldades, o piloto julga ter uma relação de “amor e ódio” com a F1 por não obter boas provas, mas ainda ter esperança de “pequenos momentos de glória”
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 Lance Stroll (Foto: Williams)
Lance Stroll acredita que a temporada difícil que vive com a Williams faz parte da relação de “amor e ódio” com a categoria. Com apenas seis pontos e a 18ª colocação no Mundial de Pilotos, o baixo desempenho – do piloto e do carro – faz o canadense se sentir em uma “montanha-russa” ao longo do ano.
 
O melhor resultado de Stroll no campeonato foi um oitavo lugar no Azerbaijão. Apesar das tentativas, a situação pouco mudou nos últimos meses. Mesmo assim, o piloto ainda sente a agitação de estar na F1. 
 
“Neste esporte existe uma relação de amor e ódio e você tem que ter orgulho nos tempos difíceis. Você tem que refletir sobre o passado e saber que houve bons momentos e outros bons tempos pela frente. Você tem que andar na montanha-russa. Isso é o que a F1 é. Você sempre tem que manter a moral alta e estar positivo, desconectar-se da pista quando puder e chegar ao trabalho motivado e pronto para ir, independentemente de qual seja a situação. Este esporte muda o tempo todo e é sobre estar lá e esperar o seu momento para brilhar", afirmou.
Lance Stroll acredita poder pontuar ainda nesta temporada (Foto: Williams)
"É claro que os resultados não são os que queremos, mas ganhar pontos em Baku foi bom. As poucas vezes em que me envolvi no Q2 foram boas, você tem que tirar tudo dele e, como um piloto, isso traz satisfação. Sinto que dei um bom passo na pausa inverno e estou muito melhor com o carro do que estava no ano passado", completou.
 
A Williams tenta uma série de inovações para melhorar o FW41. Antes da pausa de verão, a equipe implementou novas asas dianteiras e traseiras para estabilizar o equilíbrio, mas Stroll julga ser difícil avaliar o progresso deste ano justamente pela falta de resultados. Apesar disso, o canadense acredita ser possível conquistar mais algum ponto até o fim do campeonato.
 
"Muitas vezes vemos alguma esperança depois de um bom fim de semana e depois no outro [é mais difícil]. Como na Áustria, por exemplo, entrei no segundo trimestre e estávamos muito mais perto e mesmo na frente de alguns dos concorrentes. Então, no fim de semana seguinte, em Silverstone, tivemos um problema que decepcionou a todos. Ainda é difícil chegar a uma conclusão sobre onde estamos com o desenvolvimento e onde somos comparados com os outros. O objetivo agora é continuar tendo alguns finais de semana consistentes com o objetivo de estar mais perto do restante do grid, e então poderemos chegar a uma conclusão de que estamos indo na direção certa", encerrou.