Superior, mas não imbatível: problemas da Mercedes permitem sonho de disputa em 2020

A confiabilidade parece ser uma variável importante na F1 2020. Quase todos tiveram algum problema na Áustria, incluindo a dupla da Mercedes. Isso permite acreditar em um campeonato menos tranquilo para Lewis Hamilton, com Valtteri Bottas pronto para tirar proveito do acaso

Os dois primeiros dias de atividades do GP da Áustria criaram clima um tanto broxante na Fórmula 1: depois de sete meses sem corridas, a volta se deu com uma temporada amplamente dominada pela Mercedes. Na corrida, entretanto, tudo mudou: o W11 começou a apresentar problemas de confiabilidade que chegaram perto de causar um abandono duplo de Valtteri Bottas e Lewis Hamilton. Foi um sinal: por mais que a equipe de Brackley siga amplamente favorita para os dois títulos de 2020, o imponderável pode render uma temporada das boas.

O GP da Áustria já deixou isso bem claro: nove carros não viram a bandeira quadriculada, sempre por falhas, nunca por acidentes. Há a sensação de que a preparação para a temporada foi feita às pressas para a maioria das equipes, e isso fica claro quando vemos tantas unidades de potência falhando numa tacada só. No caso da Mercedes, o que se viu foi um problema conjunto nos sensores do câmbio. Não havia como controlar perfeitamente a performance de tal componente e era possível acontecer uma morte súbita no #44 e no #77.

Para mostrar uma imagem mais ampla das imperfeições do motor Mercedes, observe-se a Racing Point. Sergio Pérez teve dois vazamentos de óleo, mesmo que pequenos, durante os treinos livres. Lance Stroll perdeu potência na corrida, abandonando ainda nas voltas iniciais. Isso com componentes iguais ao da equipe ex-prateada.

A Mercedes dominou o fim de semana na Áustria. Mas há motivos para preocupação? (Foto: AFP)

Pode-se dizer que os problemas da Mercedes são menores que o das outras fornecedoras, e haveria razão: dois motores Honda e um Renault quebraram, isso enquanto o Ferrari mostrou falta de potência o tempo todo. Com isso em mente, o problema da Mercedes parece menos grave. Só que é, sim, uma pedra no sapato. E isso não estava claro ainda.

Abandonos já são péssimos por natureza na F1 atual. Por serem cada vez mais raros e pela vitória valer mais pontos, uma quebra hoje traz muito mais dor de cabeça do que trazia até o começo dos anos 2000, por exemplo. E vira quase um pesadelo em um campeonato curto, com no máximo 15 corridas. Se um piloto da Mercedes quebrar, o outro fica em vantagem considerável para levar o caneco em dezembro. Com Hamilton começando 13 pontos atrás de Bottas, não é exagero falar em sinal de alerta no lado hexacampeão da garagem.

Isso nos leva a um 2020 que pode mesmo ser memorável. Não só do ponto de vista de corridas, que já são boas, como do ponto de vista do campeonato. Algo que não houve em 2019, por exemplo. Hamilton ainda é favorito ao sétimo título, mas a caminhada já é especial, talvez diferente de todos as seis anteriores. As circunstâncias já permitem que Bottas seja mais do que um mero adorno na escuderia de Brackley.

Os finais dramáticos da Fórmula 1

Milagre? Sorte? Azar? Não importa: a Fórmula 1 também pode trazer grandes dramas nos finais de corrida, como nos relembrou o final do GP da Inglaterra no último domingo. Lewis Hamilton teve um milagre para chamar de seu e nos dá um ótimo gancho: relembrar outros momentos chocantes (ou bizarros) nas voltas finais da categoria máxima do automobilismo.

Claro que, nestes 70 anos de F1, não faltam momentos assim. Como essa aqui é uma lista com “10+”, selecionamos dez grandes finais dramáticos na história da categoria, em ordem cronológica. Mas poderiam entrar tantos outros.

Hora de apertar os cintos e acelerar o DeLorean DMC-12 até alcançar 88 milhas por hora. Vamos começar a viagem ao passado.

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