F1

Susie Wolff ressalta desejo em ver Calderón na F1, mas diz que conseguir pontos para superlicença é “obstáculo”

Tatiana Calderón tem a torcida de Susie Wolff para chegar à F1. A chefe da Venturi afirmou que espera ver a colombiana um dia na categoria, mas reconheceu que conseguir os pontos para a superlicença é uma tarefa não muito fácil

Warm Up / Redação GP, de São Paulo
Tatiana Calderón tem uma grande torcida para sua subida à Fórmula 1. Susie Wolff, chefe da Venturi, já deixou claro que espera que a pilota chegue um dia à categoria, apesar de reconhecer que conseguir pontos para a superlicença não seja das tarefas mais fáceis.
 
A colombiana tem conquistado seu espaço dentro do mundo do esporte a motor. A pilota já tem passagens pela F3 Europeia, além de ter feito três temporadas na GP3. Ainda, é piloto de testes da Sauber, onde chegou a andar com o carro da equipe em 2018 em filmagens promocionais, além de ter participado de testes da FE.
 
Avaliando os passos de Tati, a ex-F1 não poupou elogios, dizendo que tem feito um bom trabalho. “Penso que Tatiana está fazendo um trabalho fantástico. No teste da Fórmula E [em Marrakesh], realmente fez um trabalho muito bom. Nunca duvidei de sua capacidade e por isso espero que siga prosseguindo e avançando ainda mais”, disse ao ‘Motorsport’.
Tatiana Calderón (Foto: Sauber)
Questionada se Calderón poderia ser a próxima mulher a fazer parte do grid da Fórmula 1, Wolff respondeu que “gostaria de ver isso.”

Entretanto, hoje em dia não basta talento – ou um patrocínio gordo, para conseguir alcançar a categoria. Os pilotos precisam conquistar 40 pontos para a superlicença da FIA para então poderem receber chances da equipe.
 
Susie afirmou que o sistema é um obstáculo extra, mas deixou sua torcida para a colombiana. “A Fórmula 1 mudou e agora precisa de pontos para uma superlicença. Isso cria um obstáculo. Quando eu estava em atividade, não tinha essa necessidade de pontos para a superlicença”, disse.
 
“Então ela obviamente tem o desafio de conseguir esses pontos para se qualificar para uma superlicença, mas adoraria vê-la no grid. Às vezes penso que a F1 é estar no lugar certo na hora certa. Ela demonstrou comandando a Sauber que é muito capaz, então estou na expectativa”, encerrou.