Tática e frio ajudam Mercedes na sprint, mas domingo vai contar história diferente em SP

A escolha dos pneus macios para a sprint desta tarde deste sábado (12) foi responsável por ajudar na vitória de George Russell e da performance geral da Mercedes em Interlagos. Mas foi a queda de temperatura em São Paulo que acabou potencializando o ritmo da equipe prata. Para o domingo, as condições do clima novamente vão desempenhar um papel decisivo para a briga pelo triunfo da penúltima etapa da temporada

Uma vez mais, Interlagos cumpriu o que prometeu. A Fórmula 1 viveu na tarde deste sábado (12) a melhor sprint da temporada 2022, e isso se deu especialmente por uma inesperada decisão da Red Bull em calçar Max Verstappen com os compostos médios. A estratégia foi oposta a dos rivais, que optaram pela maior aderência e velocidade dos pneus macios. E nessa condição, a Mercedes se destacou. George Russell aproveitou a queda de performance de Verstappen para vencer a corrida de 24 voltas. Como prêmio, o inglês vai largar na posição de honra do GP de São Paulo, tendo o companheiro Lewis Hamilton na segunda colocação. Esse cenário por si só já justificaria a alta expectativa para a prova, mas a verdade é que o domingo deve entregar muito mais.

Antes de tudo, é preciso destacar a enorme largada de Kevin Magnussen. Ainda que a pole de sexta-feira tenha sido circunstancial, o dinamarquês da Haas saltou muito bem da ponta e não deu qualquer chance ao bicampeão da Red Bull – que partia em segundo. Por duas voltas, Magnussen se manteve à frente, mas acabou sucumbindo diante de carros mais rápidos. Ainda assim, Kevin completou a prova no oitavo posto. Dito isso, a sprint foi espetacular – não só pela grande batalha pela vitória, mas também pelas disputas no pelotão intermediário.

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Depois de superar o piloto da Haas, Max tentou se impor na liderança, mas os pneus médios começaram a apresentar um desgaste anormal no RB18. E isso obrigou o holandês a mudar também a pilotagem, especialmente quando passou a ser atacado por um Russell muito rápido. Verstappen ainda fez belas manobras para se defender do britânico, só que a alta degradação o tirou da briga. No fim, o filho de Jos cruzou a linha de chegada em quarto – de onde larga no domingo.

Há uma explicação para a opção dos taurinos – muito embora o dono do carro #1 tenha dúvida sobre a performance de qualquer um dos compostos disponíveis. De toda a forma, a equipe deu prioridade à corrida deste domingo. Ou seja, decidiu poupar os compostos vermelhos. “Acho que o macio seria melhor hoje, mas a vantagem é que temos um jogo a mais para corrida. Desistimos estrategicamente de hoje para vencer amanhã”, revelou Christian Horner, o chefão da equipe austríaca.

“Quero vencer a corrida e ter dois jogos de macios, mas abriu cenário para uma grande corrida amanhã. Mercedes tem sido muito rápida, e vão fazer uma corrida tática. São duas Red Bull contra duas Mercedes. E você tem a Ferrari, não dá para descartá-los. Será uma corrida fascinante”, completou.

George Russell superou Max Verstappen num duelo apertado (Foto: Red Bull Content Pool)

 De fato, a Mercedes deve desempenhar um papel central na corrida deste domingo. A equipe alemã seguiu com a forte performance dos GPs dos EUA e da Cidade do México e, novamente, foi capaz de imprimir um ritmo consistente. Desta vez, entretanto, a performance foi a melhor das últimas duas etapas. O menor impacto do arrasto fez de novo diferença, mas foi a mudança no clima que ajudou a colocar os carros prata em condição de encarar a Red Bull em Interlagos.

Neste cenário, o pneu macio foi crucial. “É tudo que nós poderíamos pedir. Fomos mais rápidos que o Verstappen, e isso era meio inesperado, mas muito se deve aos pneus diferentes. Fazia tempo que a gente não fechava a primeira fila, então estamos ansiosos para amanhã”, explicou o diretor de engenharia da esquadra alemã, Andrew Shovlin.

“Apesar da sexta-feira complicada, o carro se mostrou um desempenho razoavelmente bom. Hoje de manhã, no entanto, a performance não foi tão espetacular, mas a queda de temperatura à tarde nos ajudou muito”, acrescentou.

E esse detalhe também pode mudar a história amanhã. A previsão do tempo mostra um aumento de temperatura – espera-se um calor de 30ºC. Por isso, a Ferrari também deve entrar na briga. “Parecemos mais fortes que a Ferrari, mas amanhã estará mais quente, isso pode mudar. Começamos o ano com o sarrafo bem baixo e precisamos trabalhar muito pela recuperação. A atualização de Austin nos colocou na briga, é recompensador”, emendou Shovlin.

Portanto, assim como a sprint, o GP de São Paulo desenha um cenário para ser também a melhor corrida da temporada 2022. Tecnicamente, as três principais equipes estão equilibradas. E a estratégia será decisiva.

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