F1

Tetracampeão, Vettel descarta vontade de deixar legado: “Não preciso ser lembrado, é bom virar a página”

Campeão mais jovem da história da F1 e um dos pilotos mais vencedores da categoria, Sebastian Vettel disse que não se importa em deixar um legado no esporte. O piloto da Ferrari entende que as conquistas são importantes, mas é preciso sempre olhar pra frente: “Olhar para trás não faz sentido”, comentou

Grande Prêmio / Redação GP, de Sumaré
Dono de quatro títulos mundiais — sendo o mais jovem campeão da história —, 52 vitórias e 55 poles, Sebastian Vettel está na lista dos maiores nomes da Fórmula 1. No entanto, o alemão, hoje com 31 anos, entende que não precisa ser lembrado pelos seus feitos nas pistas e que não faz sentido olhar para trás: “É bom seguir adiante”.
 
“Não preciso que lembrem de mim. Não me importa, não preciso de um legado. Acho que, sobretudo agora, o mundo se move tão rápido que não preciso que se lembrem de mim, não fico triste, é bom virar a página. Ainda que goste da tradição, sou contra ficar preso em um momento, em uma era. Acho que é bom seguir adiante, e é o que temos de fazê-lo”, afirmou o piloto da Ferrari em entrevista veiculada pela emissora britânica Sky Sports.
 
“Espero que, quando estiver velho, olhe para frente e não para trás. Parece bonito olhar para trás, olhar uma trajetória, mas não faz sentido. É mais sobre ir adiante”, refletiu o tetracampeão.
Sebastian Vettel diz que não se importa se não for lembrado pelos fãs da F1 (Foto: Ferrari)
Questionado pelo ex-piloto e comentarista Martin Brundle se trocaria um dos seus títulos, conquistados entre 2010 e 2013 com a Red Bull, por um na Ferrari, Vettel rechaçou porque entende que ainda é capaz de chegar ao pentacampeonato representando a equipe de Maranello. “Talvez seja um péssimo comerciante, mas não o faria porque estou convencido de que posso vencer com a Ferrari, não precisaria trocá-los”.
 
O alemão admitiu que “jamais imaginaria” ter conquistado tanto na F1. Por outro lado, não se dá por satisfeito com tudo o que já alcançou e almeja mais. “Não acaba aqui, você quer mais. Nesse aspecto, quero mais, quero vencer com a Ferrari, quero ser campeão”, comentou, lembrando o objetivo que tem de ser o décimo piloto campeão com a equipe italiana. 
 
“O 9 é um número bom, mas... vamos para os dez. É algo que quero conseguir. Não quero soar egoísta ou arrogante, mas coloco muita pressão em mim mesmo”, prosseguiu.
 
Por outro lado, Vettel entende que a chegada do jovial Charles Leclerc é positiva para a Ferrari porque o monegasco traz consigo a força capaz de pressionar o próprio Seb a melhorar sua performance nas pistas. O alemão não falou sobre ser a prioridade do time, deixando claro que a prioridade é que a Ferrari esteja sempre no topo.
 
“Acho que é normal, se está no mesmo carro, que lute com seu companheiro de equipe pelo mesmo lugar na pista às vezes. Obviamente, depende de mim garantir que ele está atrás no lugar da frente. Obviamente, nos animamos em melhorar um ao outro e empurrar a equipe para a frente. Essa é a prioridade, voltar a fazer com que a Ferrari vença, e assim o restante vai se resolver”, disse.
 
Ao final da entrevista, Vettel falou sobre o quanto costuma se cobrar quando as coisas não vão tão bem. “Sou muito crítico. Sou meu primeiro crítico e não estive feliz com minhas rodadas. Você não pode se permitir que aconteça isso. É algo tão simples, mas acontece às vezes. Você tem de virar a página. Não dá para garantir que você não vai repetir um erro, mas obviamente é algo que não deveria acontecer”, encerrou.

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