Top-10 da metade da temporada tem supremacia de Hamilton, vitórias de Vettel e brasileiros em alta

É bem verdade que o prateado da Mercedes pode ter tirado a graça da F1 em muitos momentos, mas em tantos outros a categoria ganhou fôlego nesta primeira parte de 2015 e provou porque, mesmo em crise, consegue cativar fãs e amantes da velocidade ao redor do mundo. O GRANDE PRÊMIO elencou dez dos melhores momentos do campeonato até aqui

Que a F1 caminha a passos largos para mais um ano de brilho prateado da Mercedes, é a maior verdade. Sobretudo com Lewis Hamilton, que venceu cinco das dez corridas disputadas até o momento em 2015, a escuderia alemã com sede na Inglaterra vem impondo seu domínio na tentativa de estabelecer uma nova dinastia no esporte. Este domínio gerou críticas de fãs do esporte e até mesmo de quem faz parte do espetáculo pelo fato de tal situação ser ruim para a F1. Mas mesmo diante de tal cenário, a categoria teve, sim, alguns bons momentos nesta primeira parte da temporada.

Nem só do brilho prateado vive a F1. Afinal, a Ferrari ganhou um fôlego extra com a chegada de Sebastian Vettel a Maranello. É bem verdade que o tetracampeão sentia a necessidade de se reinventar e buscar novos desafios depois de dominar o esporte no começo da década com a Red Bull, e na passional equipe italiana encontrou seu porto seguro depois de um 2014 muito ruim. É possível dizer que foi o alemão quem proporcionou alguns dos momentos mais emocionantes do Mundial até agora.

E Vettel, injustificavelmente vaiado aqui e ali por empilhar vitórias nos seus tempos passados como taurino, agora é aplaudido e cantado em verso em prosa por levar a Ferrari de volta às vitórias e, num cenário um pouco mais otimista, até sonhar com o título, algo que Fernando Alonso não conseguiu fazer em mais de cinco anos em Maranello. Vettel veio, viu, venceu e desponta como o grande cara capaz de proporcionar outras tantas imagens emocionantes à F1, como foi em Sepang e Budapeste, por exemplo.

Hamilton vibra com vitória em Silverstone diante de Rosberg e Vettel: os protagonistas de 2015 (Foto: AP)

Evidente que a melhor equipe do grid vivenciou grandes momentos neste primeiro semestre de 2015: a vitória redentora de Nico Rosberg em Barcelona ou a conquista na base da raça por Lewis Hamilton no grande GP da Inglaterra, o que ofuscou a grande patacoada do ano até agora, protagonizada pela própria Mercedes, no desfecho do GP de Mônaco.

E os brasileiros também têm algo bom para recordar após as primeiras dez corridas do Mundial. Felipe Massa empreendeu seu melhor início de campeonato desde 2010, sentiu o gostinho de andar na liderança e até sonhar com a vitória em Silverstone e, uma corrida antes, voltou a subir ao pódio, na Áustria. O novato Felipe Nasr ainda não sentiu o gostinho do champanhe na F1, mas alcançou uma conquista épica e histórica para o automobilismo brasileiro ao ser o piloto tupiniquim de melhor resultado em sua estreia na categoria.

A seguir, o GRANDE PRÊMIO lista os dez melhores momentos da F1 em 2015 até agora.

10. O BRILHARECO DE ROSBERG NA CATALUNHA

Nico Rosberg viveu sob a sombra do reluzente Lewis Hamilton nas quatro primeiras corridas da temporada. Ainda que tenha terminado todas as provas desta fase inicial entre Austrália e Ásia no pódio, o alemão foi quase sempre opaco, exceção feita ao GP do Bahrein, onde fez grande prova, mas enfrentou problemas nos freios na fase final da disputa e não conseguiu resistir à pressão de Kimi Räikkönen. Mas era preciso reagir de forma imediata, sob risco de ver Lewis abrir muita vantagem na liderança do Mundial.

Veio, então, o GP da Espanha. Debaixo de saraivadas de críticas e precisando demais de um bom resultado, Nico partiu para o tudo ou nada para seguir vivo na briga. E do nada, Rosberg foi ao tudo, ao menos na Catalunha.

Como poucas vezes neste tempo em que Rosberg tem Hamilton como companheiro de equipe, o domingo em Barcelona foi de total domínio do alemão. Com ‘sangue nos olhos’, Nico atacou o pole Hamilton na largada, ganhou a primeira posição antes da primeira curva e rumou para uma vitória acachapante, liderando 60 das 66 voltas da disputa. Pela primeira vez em 2015, Rosberg brilhava, de quebra, saía da sombra de Lewis. Era o respiro que o germânico precisava para se manter psicologicamente bem e firme contra o bicampeão na luta pelo título.

Vitória em Barcelona 'acordou' Rosberg de volta à luta pelo título (Foto: Beto Issa)

9. O PÓDIO QUE CONSOLIDA A EVOLUÇÃO

No começo de 2015, Daniil Kvyat recebeu uma missão pra lá de inglória. Depois de apenas um ano correndo pela Toro Rosso, o jovem russo foi o eleito pela cúpula da Red Bull para ser o substituto de ninguém menos que o tetracampeão Sebastian Vettel, que partiu rumo a Maranello. Sair de um time médio para uma gigante — ainda que em má fase — Red Bull parece ter mexido com Daniil, ao menos no começo do ano. Mas pouco a pouco, o jovem de 21 anos vai mostrando a que veio.

Seu crescimento, não apenas em termos de resultados, mas também de pilotagem, foi percebido com mais clareza a partir do GP de Mônaco, onde, com um ritmo bem consistente, conquistou um quarto lugar, seu então melhor resultado na F1. Contudo, foi em outra corrida em circuito travado que Kvyat alcançou a redenção e tirou de si a penumbra da desconfiança que já estava a pairar.

O GP da Hungria veio logo após a etapa da Inglaterra, onde Kvyat rodou no fim da prova e perdeu a chance de lutar por um improvável pódio. Lições aprendidas e muita experiência adquirida depois, o russo desta vez conseguiu aproveitar a oportunidade. Daniil fez uma corrida maiúscula em Hungaroring, esteve sempre entre os dez primeiros, foi arrojado ao sair dos limites da pista para ultrapassar Lewis Hamilton — depois, foi punido pelos comissários de prova — e esteve no lugar certo e na hora certa, sobretudo após os incidentes envolvendo Nico Rosberg e Daniel Ricciardo.

Daniil Kvyat vibra com o troféu de segundo lugar do GP da Hungria (Foto: Red Bull/Getty Images)

Evidente que o pódio não veio em condições ‘ditas’ normais, mas a sorte costuma acompanhar quem trabalha. Portanto, um resultado merecido e que impede um grande talento, ainda em fase de lapidação, de ser queimado antes da hora. E no fim, Kvyat se emocionou ao dedicar o pódio e o troféu de segundo lugar a Jules Bianchi. Um grande dia para o automobilismo russo.

8.PRESENTE (ANTECIPADO) DE ANIVERSÁRIO

Fernando Alonso completou 34 anos na última quarta-feira (29). Mas seu presente veio com alguns dias de antecedência. Talvez nem o mais otimista torcedor do bicampeão do mundo poderia imagina-lo vendo deixar Hungaroring com dez pontos, fruto do quinto lugar na maluca corrida em solo magiar. Mas o resultado não deixa de ser um alívio para Alonso depois de um ano que começou de forma terrível.

Neste período que compreende seu retorno à McLaren, Alonso tem engordado sobremaneira sua conta bancária, mas os resultados, até antes do GP da Hungria, indicavam tempos de vacas magras para o espanhol, que teve de lidar com os mais inacreditáveis azares desde antes do início da temporada, quando se lesionou em um acidente estranhíssimo em Barcelona, na pré-temporada, e sequer pode correr na abertura do Mundial, em Melbourne.

Depois de um sábado complicado na Hungria, Alonso garantiu seu melhor resultado em 2015 (Foto: AP)

Poucos foram, então, os motivos para sorrir: um desempenho alentador no Bahrein, onde terminou em 11º, e o nono lugar do parceiro Jenson Button em Mônaco. Mas depois, #sóderrota. O céu finalmente se abriu ao asturiano a partir de Silverstone, onde finalmente terminou a seca de pontos. Depois de um bom décimo lugar no GP da Inglaterra, veio o alucinante GP da Hungria.

Alonso vinha tendo um fim de semana bem razoável, mas a sofrência do espanhol apareceu com força no sábado, na abertura do Q2, quando uma pane elétrica impediu o piloto de garantir um lugar melhor no grid. No desespero, Fernando até chegou a empurrar seu carro para os boxes, mas não pode voltar. Só que o hercúleo esforço foi recompensado no domingo, e o bicampeão do mundo enfim teve motivos de sobra para sorrir.

7.DUELO NO DESERTO

Kimi Räikkönen fez sua melhor corrida no ano em Sakhir, no GP do Bahrein, uma prova que não chegou a ser tão espetacular quanto a do ano passado, mas que reservou bons momentos, principalmente para o finlandês da Ferrari #7. Na base da estratégia, Kimi foi o grande destaque da corrida no Oriente Médio e, se tivesse um pouco mais de tempo, poderia até ter vencido de novo, o que não acontece desde o GP da Austrália de 2013.

Räikkönen chegou a liderar por algumas voltas, durante a janela para troca de pneus, mas a Ferrari, numa estratégia diferente em relação a Hamilton e Rosberg, calçou sua SF15-T com pneus macios, contra os médios da dupla da Mercedes. E, com ritmo muito melhor que os carros prateados, o ‘Homem de Gelo’ foi pra cima sem medo de ser feliz.

Grande disputa entre Nico Rosberg e Kimi Räikkönen no GP do Bahrein (Foto: AP)

Aí, além do melhor rendimento, Kimi também tinha sua Ferrari em melhores condições, enquanto Rosberg, que vinha em segundo colocado, tinha de lidar com uma falha no sistema de freios do W06. Ainda assim, o alemão lutou até onde foi possível e travou um duelo dos melhores com Räikkönen nas voltas finais da corrida, até que não houve jeito. O finlandês conseguiu a ultrapassagem na raça após um erro de Nico, na antepenúltima volta, para terminar a disputa num muito bom segundo lugar.

Disparado, a melhor performance de Räikkönen em 2015.

6. O DIA EM QUE O TETRA IGUALOU O TRI

Quando Lewis Hamilton cravou com extrema facilidade a pole-position do GP da Hungria, nem mesmo os fanáticos tifosi poderiam imaginar que, um dia depois, a festa seria rossa em Budapeste. Quando Sebastian Vettel deu o pulo do gato e ganhou de uma só vez as posições de Hamilton e Rosberg e subiu para primeiro antes da primeira curva, o sonho de uma nova vitória da Ferrari na temporada passou a ganhar contornos reais.

Räikkönen acompanhou Vettel em segundo, colocação na qual ficou até seu carro apresentar falta de potência. Mas Seb, sem grandes problemas, segurou Rosberg quando este se mostrava mais rápido em pista e aproveitou os muitos azares dos pilotos da Mercedes para chegar lá e vencer de novo em 2015. Mas não foi uma vitória qualquer para Vettel, por algumas razões bem especiais.

Vettel vence na Hungria e iguala Senna (Foto: AP)

Após cruzar a linha de chegada e fazer a festa via rádio com a equipe, Seb falou em francês e dedicou a vitória a Jules Bianchi, formado na Academia de Pilotos da Ferrari e que muito provavelmente seria o substituto de Räikkönen em 2016. E também, Vettel comemorou por alcançar a lendária marca das 41 vitórias, igualando ninguém menos que Ayrton Senna. Mais uma vez, Sebastian Vettel fez história na F1. “Não sei nem colocar isso em palavras”, disse o alemão, emocionado por alcançar o brasileiro tricampeão mundial.

5. O PILOTO MAIS JOVEM A PONTUAR NA F1

17 anos, cinco meses e 29 dias. Este é o novo recorde de mais jovem pontuador da história da F1. A então marca mais precoce pertencia a Daniil Kvyat, que pontuou na sua corrida de estreia na categoria, o GP da Austrália de 2014, com 19 anos, 10 meses e 18 dias. O responsável por quebrar o impressionante recorde do russo é o não menos impressionante Max Verstappen, que mostra a cada dia porque está na F1 mesmo ainda sendo um adolescente.

Max, filho de Jos ‘The Boss’ Verstappen, poderia ter repetido o feito de Kvyat e pontuado logo na estreia, já que o motor Renault que empurra seu Toro Rosso STR10 o deixou na mão a poucas voltas para o fim da corrida. Mas em Sepang, a história seria outra para o novo prodígio da F1.

Max Verstappen fez bonito na corrida em Sepang (Foto: Getty Images)

Com um desempenho bastante sólido e maduro para alguém de tão pouca idade e experiência na sempre exigente F1, Verstappen travou boa disputa com Valtteri Bottas, da Williams, e teve uma jornada com poucos erros. Assim, o jovem holandês garantiu um bom sétimo lugar na escaldante Sepang para comemorar seus primeiros pontos na F1. Depois de um período de altos e baixos, mais que normal para alguém em começo de carreira, Max voltou a brilhar em Hungaroring, quando faturou seu melhor resultado na categoria: quarto lugar, descrito pelo piloto como algo “inacreditável”.

4. O 40º PÓDIO DE MASSA NA F1

Com as Mercedes em grande forma no GP da Áustria, a grande disputa entre os demais pilotos era pelo terceiro lugar, o ‘melhor do resto’. E o fim de semana em Spielberg mostrou um equilíbrio muito grande entre Ferrari e Mercedes. Assim, levaria a melhor quem errasse menos.

Pódio na Áustria teve Hamilton, Rosberg e Massa (Foto: AP)

Vettel apresentava ligeira vantagem e seguia em terceiro, rumo a mais um pódio em 2015, enquanto Felipe Massa vinha em quarto e fazia uma corrida bem particular. Mas um erro da Ferrari no pit-stop do tetracampeão deixou caminho livre para o brasileiro fazer a ultrapassagem e entrar no rol dos três primeiros. Aí Felipe conseguiu se sustentar na colocação para garantir seu primeiro pódio desde o GP de Abu Dhabi de 2014.

Graças ao terceiro lugar na Áustria, Felipe Massa chegou à importante marca de 40 pódios na F1, sendo o 20º colocado na estatística liderada por Michael Schumacher, com 155. De quebra, o brasileiro também quebrou a simbólica barreira dos 1000 pontos na categoria.

3. A MELHOR CORRIDA DA TEMPORADA

O GP da Inglaterra teve um pouco de tudo: emoção, grandes batalhas, chuva, sol, torcida apaixonada, erros e acertos estratégicos e a imprevisibilidade. Em outras palavras, foi a F1 em estado puro, como há tempos não acontecia.

Uma corrida que enfim mostrou um ponto fraco da Mercedes: as largadas. E a Williams, que foi a segunda força do fim de semana em Silverstone, pulou na frente de forma surpreendente com Massa e Bottas.

O brasileiro fez grande corrida e segurou no braço o ímpeto de Hamilton depois da relargada, e assim seguiu na liderança até a primeira parada, quando os erros estratégicos da Williams começaram a aparecer. E aí, a Mercedes tratou de colocar a realidade de volta à pista e liderar com Hamilton, para a alegria da massa britânica, e Rosberg em segundo.

Felipe Massa tomou a liderança assim que as luzes apagaram em Silverstone (Foto: Beto Issa)

Muitas variáveis fizeram com que a corrida fosse bem empolgante, mas a principal delas foi a chuva, que deu as caras na fase final da prova e arruinou de vez com as já parcas chances de vitória de Massa. A Williams mais uma vez se enrolou para chamar seus pilotos e conseguiu perder um pódio certo para Vettel, que vinha ali, comendo pelas beiradas e salvou um terceiro lugar improvável para a Ferrari

A vitória na corrida ficou mesmo com Hamilton, que festejou diante da sua torcida. Mas, no fim das contas, a grande vitoriosa em Silverstone foi a própria F1.

2.NASR BRILHA NA ESTREIA PELA F1

O fim de semana de estreia de Felipe Nasr na F1 começou tenso. Pairava a incerteza sobre sua participação no GP da Austrália em razão da ação judicial impetrada por Giedo Van der Garde, que pleiteava uma vaga para correr pela equipe suíça. A justiça australiana deu ganho de causa ao holandês, mas após um acordo milionário, o caminho estava livre para o debute de Nasr.

E desde o começo, Felipe mostrou uma postura madura, como se já estivesse há tempos na F1. Sem cometer erros, o dono do carro #12 não comprometeu e quase foi ao Q3 logo de cara, assegurando o 11º do grid. 11º que virou décimo depois que Valtteri Bottas, com uma lesão nas costas, não conseguiu correr na Austrália.

Na largada, Nasr escapou da zica e pulou de décimo para sexto e, após a relargada, subiu para quinto. Durante boa parte da corrida, o jovem de Brasília foi pressionado por Daniel Ricciardo, mas encarou tudo com naturalidade. Sem problemas e tampouco erros, Felipe cruzou a linha de chegada num sólido quinto lugar, o melhor resultado de um brasileiro em estreias na F1.

Felipe Nasr alcançou um feito histórico no GP da Austrália (Foto: Getty Images)

É bem verdade que o grid da F1 esteve bem esvaziado sem as presenças de Kevin Magnussen — substituto de Fernando Alonso —, Bottas e Kvyat. E logo na primeira volta, eram apenas 11 carros na corrida. Mas é algo que nem de longe diminui o mérito de Nasr, que mostrou que o Brasil ainda pode ter um futuro bem promissor na F1.

1. O RENASCIMENTO DE VETTEL

O dia 29 de março foi mágico para a F1, para a Ferrari e, principalmente, para Sebastian Vettel. Depois de uma vitória dominante da Mercedes no GP da Austrália, os fãs do esporte já pareciam desanimados com o prenúncio de uma temporada chata, modorrenta e extremamente previsível. Mas graças à brilhante estratégia dos comandados de Maurizio Arrivabene, Vettel cumpriu com sua promessa de levar a Ferrari de volta ao topo do GP da Malásia, naquela que foi apenas sua segunda corrida vestindo vermelho.

Ao realizar seu sonho de defender a Ferrari, Vettel não poderia imaginar que, logo no começo de uma temporada em que tudo parecia apontar para a supremacia da Mercedes, tivesse a chance de ouvir os hinos italiano e alemão no alto do pódio, repetindo o que tantas vezes fizera Michael Schumacher.

Sebastian Vettel foi às lágrimas em Sepang (Foto: Getty Images)

O safety-car entrou na pista logo no começo para possibilitar o resgate do carro de Marcus Ericsson, parado na curva 1. Hamilton e Rosberg fizeram suas paradas, mas Vettel continuou na pista e arriscou com uma estratégia que viria a ser de dois pit-stops, contra três dos carros da Mercedes. A estratégia deu muito certo e, mesmo com um desempenho teoricamente superior, Lewis não conseguiu bater Vettel.

A F1 voltava a ouvir o hino italiano, que não era entoado desde que Fernando Alonso venceu o GP da Espanha de 2013. Vettel não escondeu a emoção, sorriu e chorou na sua primeira conquista pela Ferrari. As vaias recebidas enquanto comemorava seus triunfos pela Red Bull deram lugar ao carisma e aos aplausos dos devotos de Maranello não só em Sepang, mas ao redor do mundo.

Depois de um 2014 fora da curva, o começo de 2015 mostrou um Vettel motivado e em grande forma.

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