F1

Três meses após afastamento, Williams confirma saída definitiva de ex-diretor Lowe

Paddy Lowe, que abriu sua última passagem pela Williams em 2017 após anos de êxito com a Mercedes, tornou-se não apenas diretor-técnico do time de Grove, mas também um dos acionistas. O engenheiro nascido no Quênia pediu afastamento do cargo antes do início da temporada e, nesta terça-feira (25), confirmou oficialmente sua saída da equipe

Grande Prêmio / Redação GP, de Sumaré
Paddy Lowe deixou oficialmente a Williams, que comunicou a saída do antigo diretor-técnico nesta manhã de terça-feira (25). O engenheiro britânico nascido no Quênia, que voltou à equipe de Grove em 2017 depois de anos de êxito com a Mercedes, assumiu não apenas importante papel nos quadros técnicos, mas também tornou-se acionista da escuderia. 
 
Entretanto, depois de uma pré-temporada marcada por atrasos no projeto do FW42, Lowe pediu afastamento em 5 de março, às vésperas da abertura do campeonato, na Austrália, alegando motivos pessoais. Pouco mais de três meses depois, o dirigente confirmou sua saída definitiva da equipe.
 
Em comunicado, a Williams anunciou que Lowe “vai deixar a Williams e renunciará ao conselho de diretores com efeito imediato”.
Paddy Lowe deixou oficialmente a Williams nesta terça-feira (Foto: Williams)
O engenheiro de 57 anos também falou sobre sua saída da equipe britânica. “Depois de um período de cuidadosa reflexão, cheguei à decisão de não voltar a trabalhar na Williams. Desejo a todos os meus antigos colegas tudo do melhor para enfrentar os desafios adiante, o que eu tenho certeza que eles vão fazer. Gostaria de agradecer especialmente aos fãs da Williams”.
 
Claire Williams, chefe-adjunta da equipe de Grove, se despediu de Lowe no comunicado. “Entendemos e respeitamos a decisão de Paddy e desejamos o melhor para o futuro”, comentou a dirigente, de forma protocolar.
 
Na sua primeira passagem pela Williams, Lowe ajudou no desenvolvimento do revolucionário sistema de suspensão ativa, que consagrou o FW14 como um dos melhores carros da história da F1 e que levou Nigel Mansell ao título. 
 
Em seguida, foi contratado pela McLaren, equipe pela qual trabalhou por 20 anos, entre 1993 e 2013, antes de assinar com a Mercedes, sendo um dos pilares dos primeiros anos de sucesso da equipe na Era Híbrida da F1. Em fevereiro, retornou à Williams para um novo ciclo que se encerrou oficialmente nesta terça-feira.
 
A escuderia de Grove vive a pior crise da sua história, amarga o fundo do grid desde o início da temporada e é a única a não marcar pontos até agora após oito etapas da temporada 2019 do Mundial de F1.
 

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