Três semanas antes do GP do Bahrein, manifestantes protestam contra prova da F1 no país

O GP do Bahrein, mais uma vez, causa polêmica no país árabe, que vive um momento político conturbado há três anos. Parte da população, de maioria xiita, é contra a realização da prova

Mais uma vez, o GP do Bahrein, marcado para 21 de abril, não deve ser dos mais tranquilos do calendário, ao menos no que diz respeito ao entorno da quarta corrida do Mundial de F1 de 2013. Pelo terceiro ano seguido, as manifestações de parte da população xiita, maioria no país, contra o regime do rei Hamad bin Isa Al-Khalifa, e protestos contra a realização da corrida no país ameaçam o bem estar de pilotos, equipes e os demais envolvidos com a F1.

Neste domingo de Páscoa (31), manifestantes grafitaram em um muro uma mensagem de repúdio ao GP, reportou a agência de notícias AFP. “Não à sangrenta F1”, escreveram. Mais uma vez, a anulação do GP é pedida por parte da maioria xiita, Manama, assim como aconteceu nos dois últimos anos. Em 2011, a corrida acabou sendo cancelada por motivos de segurança, mas foi realizada normalmente na temporada passada.

Onda de protestos aumenta no Bahrein faltando três semanas para GP (Foto: Divulgação)

No ano passado, quando a etapa voltou a ser realizada, protestos e barricadas aconteceram nos arredores do circuito de Sakhir. O ambiente de tensão que cercou a prova fez com que equipes de TV da Finlândia, Japão e Itália não viajassem ao Bahrein para a realização da cobertura da corrida.

A Force India, inclusive, deixou de participar da segunda sessão de treinos livres de sexta-feira, depois que uma bomba explodiu próximo a um veículo com membros do time, e voltou para o hotel antes do anoitecer. No dia seguinte, sofreu represálias da transmissão oficial da F1, que não mostrou seus carros durante a sessão de classificação. No sábado que antecedeu a corrida, um corpo de um manifestante xiita morto por forças de segurança do governo foi encontrado no telhado de uma casa.

O controverso GP do Bahrein, embora seja considerado um sucesso por Bernie Ecclestone, grande incentivador da corrida, e pelas autoridades locais, parece não agradar muito algumas empresas que apoiam o esporte. Segundo a mídia britânica, uma das razões que motivaram a saída da Vodafone da McLaren no fim desta temporada foi o envolvimento da F1 com um país que vive em conflitos e sofre frequentes denúncias de violação de direitos humanos.

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