Vencedor nos EUA, Räikkönen diz que “ter alguma experiência ajuda” na F1: “Está dando certo”

O ‘Homem de Gelo’, contudo, relativizou a importância da experiência nos dias atuais. Quando questionado se faz a melhor temporada no seu retorno à Ferrari, o finlandês deu uma resposta bem ao seu estilo: “Não tem muito sentido olhar para trás”

A vitória conquistada por Kimi Räikkönen no último GP dos Estados Unidos foi um dos temas da entrevista coletiva organizada pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo) nesta quinta-feira (25) no Autódromo Hermanos Rodríguez, palco do GP do México deste fim de semana. O ‘Homem de Gelo’ triunfou em Austin dias após ter completado 39 anos. Uma vitória da experiência, ainda que o próprio finlandês da Ferrari entenda que, nos dias de hoje e com os simuladores à disposição dos jovens pilotos, fazem com que a importância de tal fator seja relativa.
 
Logo no início da entrevista, Kimi destacou a conquista do último domingo em Austin. “Foi um grande resultado, realmente, e uma boa corrida. Tive de lutar um pouco. É bom para nós e bom para todo mundo. Foi uma corrida bem empolgante. Estamos felizes e espero que neste fim de semana estejamos fortes”, comentou.
 
O veterano também foi questionado se a atual temporada é a sua melhor desde que voltou a defender a Ferrari, a partir de 2014. E Kimi respondeu bem ao seu estilo. “Não sei como vou ver essa temporada no futuro. Não sei. Não tem muito sentido olhar para trás, nada vai mudar. Vamos fazer o melhor possível para terminar em terceiro, talvez quarto [no Mundial de Pilotos]. É o que é, não é o ideal, mas poderia ser pior”.
Kimi Räikkönen venceu em Austin dias depois de ter completado 39 anos (Foto: Beto Issa)

Quanto à experiência de 289 GPs ao longo de 16 temporadas, Räikkönen entende que a quilometragem acumulada durante sua carreira tem efeito positivo. O que, talvez, não se aplica aos pilotos mais novos.

 
“Não sei se isso está ajudando ou prejudicando. Mas parece que está dando certo. Ter alguma experiência ajuda, com certeza. Não é tão necessário hoje ter uma grande quilometragem, você pode fazer isso no simulador, nós fazemos isso nas pistas. Não é algo como dez mil milhas vá ajudar”, comentou.
 
O piloto ainda foi abordado a comentar sobre a repercussão da sua vitória na Finlândia, inclusive com políticos do seu país-natal destacando a conquista nos Estados Unidos. Räikkönen minimizou os comentários.
 
“Não olhei tanto para o noticiário. Estou feliz se as pessoas estão felizes. Eu me sinto bem com o que faço. É ótimo. Não acho que nós temos um grande apoio na Finlândia, mas quando conseguimos isso, somos reconhecidos. Nem tantas pessoas têm meu número, então não vai ser algo muito direto”, salientou.
 
Por fim, Räikkönen evitou prometer o mesmo resultado do Texas neste fim de semana no México. “Como equipe, nós vamos tentar fazer nosso melhor. Vamos trabalhar durante o fim de semana, como de costume, e vamos ver no fim o resultado no domingo”, encerrou o mais velho vencedor do grid da F1 em 2018.
 
O GRANDE PRÊMIO cobre ‘in loco’ o GP do México de F1 neste fim de semana com a repórter Evelyn Guimarães.
 
E o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 acontece este ano nos dias 9, 10 e 11 de novembro, no autódromo de Interlagos. Os ingressos para a corrida estão disponíveis no único site oficial do evento: www.gpbrasil.com.br. 

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