Vergne crê que tempo perdido nos boxes com reparos atrapalha tanto quanto falhas do motor Renault

Jean-Éric Vergne não quis fazer críticas à Renault por entender que “todos sabem” dos problemas e afirmou confiar na recuperação da fabricante e da Toro Rosso

Fazer reparos nos novos carros da F1 demanda mais tempo do que demandava até 2013, e essa demora atrapalha bastante o desenvolvimento, de acordo com o francês Jean-Éric Vergne. O piloto da Toro Rosso disse que é normal se deparar com problemas na pré-temporada, mas isso só acontece quando se está na pista e não nos boxes, por isso a importância de andar o máximo possível para tentar deixar para trás a tão comentada crise dos motores Renault.

Os muitos contratempos apresentados pelas unidades de força da francesa somam-se a isso, freando o desenvolvimento da equipe-satélite da Red Bull.

Jean-Éric Vergne já levou sustos nessa pré-temporada (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

Em Sakhir, foi possível completar somente 139 voltas ao longo dos quatro dias de testes. Para efeito de comparação, a Williams, com Valtteri Bottas, deu 116 voltas em um dos dias.

“Às vezes é o motor, às vezes somos nós mesmos. Mas o problema é quando você fica muito tempo na garagem. Você vê os problemas em um novo carro quando você pilota, então isso atrapalha”, disse Vergne.

Ele não quis, contudo, fazer muitas críticas. Preferiu mostrar otimismo por uma recuperação. “Eu não vou falar negativamente porque eu sinto que todos sabem, então não preciso dizer mais nada. Estou positivo. Ainda temos problemas grandes e eles foram capazes de resolver alguns deles. Vai levar tempo, eu sabia que nada estaria resolvido chegando aqui”, falou.

“Tenho muita fé nas pessoas no time e também na Renault. Eles todos sabem dos problemas e estou confiante de que podem fazer algo quanto a eles”, completou.

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