Vergne diz que Bianchi era “um grande campeão” e que “pontos em Mônaco valeram mais que vitórias da Mercedes”

Jean-Éric Vergne, ex-piloto da Toro Rosso, se disse entristecido pela morte do amigo e compatriota Jules Bianchi e enalteceu o talento do francês.Falando sobre as conquistas de Bianchi, Vergne afirmou que os pontos somados em Mônaco foram mais valiosos do que qualquer vitória da Mercedes

Ex-piloto da Toro Rosso na F1, Jean-Éric Vergne também não deixou de prestar homenagens ao compatriota Jules Bianchi, que morreu em decorrência do forte acidente que sofreu no GP do Japão no ano passado, e afirmou que os dois únicos pontos conquistados por Jules com a pequena Marussia, em Mônaco, também na temporada passada, tiveram "mais valor do que qualquer vitória da Mercedes".  Vergne ainda se disse muito triste pela perda do amigo, a quem conhece desde as categorias de base.

"Jules e eu nos conhecemos desde que éramos crianças", disse o francês ao canal I-Télé. "Começamos juntos no kart. Ele tinha 11 anos e eu, dez. Mas fomos progredindo juntos em direção à F1 quase que ao mesmo tempo. Então, conseguimos andar na F1. Eu o conhecia muito bem", completou.

Jean-Éric Vergne se disse muito triste pela perda do amigo Jules Bianchi (Foto: Getty Images)

"Ainda estou um pouco perdido. Jules era um verdadeiro amigo, uma pessoa em que sempre se podia confiar e quem sempre era possível bater um papo divertido. Ele era um grande cara, divertido e alegre. Tenho certeza que todos no paddock sentiam a mesma coisa", acrescentou o gaulês, que disputou parte da temporada da F-E.

Vergne também falou da maior conquista de Bianchi na F1: o nono lugar em Monte Carlo. O francês foi responsável pelos primeiros pontos da Marussia na F1. "Como piloto, Jules era um guerreiro e nunca desistia. Era extremamente talentoso e provou o seu valor ao mundo da F1", disse.

"Os pontos somados com a Marussia em Mônaco foram festejados por todo o paddock, e com razão. Eles valeram muito mais do que qualquer vitória da Mercedes. Ele mostrou o grande campeão que era e provou que poderia vencer se tivesse um carro competitivo. Teria sido realmente natural vê-lo na Ferrari ou em qualquer outra equipe de ponta", encerrou.

Na volta 43 da corrida em Suzuka no ano passado, Bianchi perdeu o controle na curva 7 e acertou em cheio o guindaste que tinha entrado na área de escape para remover o carro de Adrian Sutil, que tinha batido no giro anterior. Socorrido ainda na pista, Jules foi levado ao hospital e submetido a uma cirurgia de cerca de 4 horas. Um boletim médico divulgado pela Marussia dois dias depois da batida, informou que o piloto sofreu uma lesão axonal difusa, que é uma lesão ampla e devastadora e que, em mais de 90% dos casos, deixa suas vítimas em coma definitivo. O francês passou os últimos noves meses em coma e internado. Na última sexta-feira, sucumbiu à lesão.

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