F1

Verstappen ameniza ‘treta’ com aperto de mão em Ocon: “Tomara que possamos rir disso em 15 anos”

Pouco depois da reunião com os comissários da FIA, Max Verstappen e Esteban Ocon selaram a paz, ao menos aparentemente. Diante dos olhos do público, os dois apertaram as mãos no paddock de Interlagos minutos depois da grande polêmica do fim de semana do GP do Brasil
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 Esteban Ocon e Max Verstappen (Foto: Rachel Brookes/Twitter)

O GP do Brasil de F1 do último domingo (11) não vai ser esquecido por um bom tempo por Max Verstappen e Esteban Ocon. Protagonista e vilão, os dois foram o pivô da polêmica dentro e fora da pista. Na corrida, o francês foi tentar tirar uma volta e acertou Max, que liderava e tinha tudo para vencer em Interlagos. Furioso, Verstappen empurrou Ocon várias vezes assim que ficou frente a frente com o ex-rival durante o processo de pesagem pouco depois da prova.
 
Esteban acabou sendo punido ainda durante a corrida com um stop and go de 10s. O piloto da Force India e Verstappen foram chamados à torre dos comissários de prova. Max foi punido com uma sanção até então inédita na F1: dois dias de serviço comunitário. Na saída da torre, os dois deixaram o clima ruim de lado e apertaram as mãos, em clique da jornalista britânica Rachel Brookes.
 
O curioso é que, pouco antes, Verstappen deu a entender que não consideraria sequer apertar as mãos de Ocon depois de todo o ocorrido durante o GP do Brasil.
Esteban Ocon e Max Verstappen (Foto: Rachel Brookes/Twitter)
“Não fiquei feliz com isso. Só tentava fazer minha carreira e, de repente, um retardatário se arrisca de forma estúpida por dentro. O que eu posso fazer sobre isso? A punição para mim hoje é que eu perdi a vitória. Tomara que possamos rir disso daqui a 15 anos”, declarou.
 
“Somos todos apaixonados por este esporte. Quero dizer, seria estranho se eu apertasse sua mão”, salientou Verstappen.
 
O piloto da Red Bull mantém sua opinião e entende que Ocon errou ao agir da forma que agiu na pista ao tentar descontar uma volta sobre o líder da prova e acabar com suas chances de vitória com a batida no carro taurino #33.
 
“Claro que, depois de tudo, você pode facilmente dizer: ‘Max deveria ter dado espaço e blá blá blá’. Mas as coisas não são assim. Nós estamos correndo, e você não espera que um retardatário vá te ultrapassar”, complementou.
 
Chamado de ‘cuzão’ e ‘puta cara idiota’ por Verstappen, Ocon se pronunciou logo que a punição ao holandês foi definida pela FIA; “Eu respeito a decisão da FIA, mas, só para deixar claro, se você está rápido, você não é obrigado a dar passagem. Eu ultrapassei sete vezes naquele ponto da pista e sempre foi apertado, mas justo...”.

Em sua conta no Instagram, Ocon lamentou o acidente e o infortúnio que causou ao seu ex-rival dos tempos de F3 Europeia. “Sinto muito por Max. Os acidentes não deveriam acontecer. Era a sua vitória, mas me disseram que eu estava mais rápido com os pneus novos e não era uma opção tirar o pé na reta. Foi um incidente infeliz e, claro, não queremos que essas coisas aconteçam”, escreveu.