Verstappen certifica desempenho da Red Bull, mas F1 deixa fã sonhar com grid compacto

Os primeiros treinos livres confirmaram as impressões de que a Red Bull, de fato, tem um grande carro. Mas também mostraram que o pelotão da F1 2021 não está mais dividido. A mudança de regulamento criou um equilíbrio inesperado e muito bem-vindo

Red Bull confirma força, mas lidera pelotão unido: assista como foi a sexta-feira no Bahrein

Estão deixando o público (todos nós) sonhar. Essa é a conclusão depois do primeiro dia de treino livres da F1 no Bahrein, nesta sexta-feira (26). Sim, a Red Bull começa a temporada de forma muito consistente. Na verdade, na melhor desde o início da era híbrida. Max Verstappen tem nas mãos um carro rápido e estável, que anda bem em altas temperaturas e não preocupa em termos de desgaste de pneus. Sakhir não é exatamente uma pista dos taurinos, mas o holandês vai contar uma história diferente.

Max liderou as duas sessões com facilidade e sem força demais. A simulação de corrida é o ponto mais forte. Com os pneus médios, o piloto do carro #33 estabeleceu uma sequência forte de voltas, andando numa média de 1min37s5. Em uma única volta, Verstappen se colocou como favorito à pole. Há, porém, condições que ainda não estão claras, como o comportamento do carro sob ventos fortes, que é a situação que a f1 vai enfrentar neste sábado, além de uma resposta definitiva com relação à confiabilidade – grande calcanhar de Aquiles dos energéticos em 2020. Até aqui, especialmente depois da pré-temporada, tudo correndo bem.

Ainda falando sobre os testes de duas semanas atrás, quando vivia sob tensão para controlar um carro nervoso e driblar falhas, a Mercedes que voltou à pista barenita trouxe soluções para boa parte de seus dramas. A traseira do W12 parece mais estável, mas ainda requer um cuidado de seus pilotos. O modelo, que ganhou um rake mais baixo, claramente ainda precisa de desenvolvimento. Mas isso não quer dizer que os alemães deixaram seu posto de favoritos. Afinal, há um heptacampeão na garagem. E ele foi quem tirou mais ritmo desse carro. Lewis Hamilton terminou o dia a quase 0s3 de Verstappen, mas se a performance de classificação ainda careça de um passo à frente, o ritmo de corrida não é problema – ao menos nas mãos do inglês.

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WEB STORIESComo foram os treinos livres da Fórmula 1 2021 no Bahrein

Max Verstappen, o grande nome do dia (Foto: Red Bull Content Pool)

Hamilton foi poucos milésimos mais lento que Max na simulação de prova, quando ambos andaram com os médios. Valtteri Bottas, é bem verdade, encontrou mais dificuldades para tirar ritmo do carro quando esteve com mais combustível. De qualquer forma, a Mercedes foi capaz de reduzir a vantagem que tinha para a Red Bull e será uma dura concorrente neste sábado.

Dito isso, a sexta-feira também ajudou a entender por que alguns chefes de equipe já falam que a F1 não terá neste ano um pelotão dividido, entre as equipes de ponta e as demais. De fato, a McLaren é o time que mais impressionou. O MCL35M é excelente – e é justo dar crédito à equipe inglesa, que usa os motores da Mercedes, mas preferiu seguir com sua própria caixa de câmbio e demais soluções. Foi um grande acerto.

O modelo é veloz, tanto que Lando Norris acabou o dia a menos de um décimo de Verstappen, lembrando demais o cenário da pré-temporada. Daniel Ricciardo também parece confortável na nova equipe, que apresentou um desempenho de corrida melhor do que o esperado. Não será nenhuma surpresa se a McLaren acossar as duas ponteiras no domingo. E outra certeza: o pessoal Woking lidera o pelotão do dito ‘centrão’.

Norris desfila a McLaren na sexta-feira (Foto: McLaren)

Ainda sobre esse pelotão que quase se mistura com os líderes, duas equipes chamaram bem a atenção: a primeira delas é a Ferrari. A escuderia foi capaz de anular os problemas de velocidade de reta e tem, sim, um motor muito melhor. O ritmo de classificação não é problema, e isso foi comprovado pelo quarto tempo de Carlos Sainz. Os pneus mais macios casaram bem com a SF1. Só que há uma questão: a performance em prova. Charles Leclerc, assim como nos testes, enfrentou problemas de desgaste da borracha de cor amarela. Então, ainda há mais o que fazer nessa Ferrari.

O outro destaque é a AlphaTauri. O AT02 é um foguetinho. O carro é muito rápido, empurrado por esse acertado motor da Honda. A equipe de Faenza fez um grande trabalhoa aerodinâmico e entregou um modelo para brigar sempre no Q3. O ritmo de corrida também é impressionante. Tanto Yuki Tsunoda quanto Pierre Gasly nada sofreram para tirar desempenho do carro.

Por fim, há de se falar de Alpine, Aston Martin e Alfa Romeo. A primeira deu mais importância ao domingo, focando no uso dos pneus médios e macios e com carga maior de combustível. A esquadra verde ainda precisa de tempo, enquanto a Alfa Romeo ainda não disse a que veio. A impressão, no entanto, é que o desempenho deve aparecer neste sábado. Enquanto isso, Williams e Haas seguem na lanterna, mas George Russell será capaz de escapar do fundão.

O dia foi intenso pelas sessões de treinos mais curtas – um acerto da F1 –, mas o que se tira mesmo é que o regulamento, embora com mudanças pontuais, foi capaz de criar até meio que sem querer um inesperado equilíbrio de forças. Que seja bem-vindo, pois.

O GP do Bahrein é o primeiro da temporada 2021 da Fórmula 1. O sábado tem mais um treino livre também de uma hora, às 9h, e a classificação às 12h. A corrida começa às 12h no domingo. Todos os horários são de Brasília, GMT -3. O GRANDE PRÊMIO transmite todas as sessões em tempo real.

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