Verstappen ‘empata jogo’ em sábado que deixa mais perguntas do que respostas na Inglaterra

Max Verstappen desfez a vantagem de Lewis Hamilton logo nos primeiros metros da corrida sprint em Silverstone e garantiu a pole do GP da Inglaterra. Mas e novo formato de classificação funcionou? Ainda é cedo para dar um veredito

Max Verstappen venceu é pole: os melhores momentos da corrida sprint do GP da Inglaterra (Foto: GRANDE PRÊMIO com Reuters)

Foi uma pole para cada lado. Mas quem sai na frente mesmo é Max Verstappen. O holandês neutralizou a vantagem inicial conquistada por Lewis Hamilton logo nos primeiros metros ao assumir a ponta da corrida sprint e segurar o rival até a bandeirada. Foram três pontos a mais no bolso e a sensação de que pode repetir a dose neste domingo, diante de arquibancadas lotadas, em Silverstone.

Uma vez no comando da prova de classificação, o líder do campeonato foi duro na defesa da posição e saiu vitorioso. O que se tira é que a Red Bull continua sendo a equipe a ser batida, mesmo com uma configuração diferente do que vinda fazendo usado até o momento. Os engenheiros optaram por uma carga maior de pressão aerodinâmica no carro #33, e isso permitiu uma melhor velocidade em curva, mas uma relativa perda em reta.

Com um modelo mais versátil, os austríacos não sentiram, ao menos nas 17 voltas da prova curta, qualquer dificuldade especial de manter a Mercedes atrás. Ainda assim, Verstappen prefere a cautela e tem certa razão de entender que a disputa está mais equilibrada. “O que aprendemos hoje é que está muito próximo de novo”, disse Max.

“Parece que somos rápidos nas curvas e eles nas retas. O ritmo estava bom, mas com um pit-stop entrando em jogo – ou dois -, quem sabe? Será uma boa luta”, completou o holandês, que apresentou um ritmo de corrida fortíssimo e deixou a clara impressão de ter controlado um pouco mais a prova.

+Como foi corrida de classificação e o grid do GP da Inglaterra de F1

Talvez por isso Hamilton tenha mostrado mais cabisbaixo. O inglês foi surpreendido pelo rival e não pode reclamar a posição de honra de volta, mesmo tendo uma excelente velocidade reta, resultado direto das atualizações feitas no W12. Ainda assim, o heptacampeão acha que a opção da Mercedes está na estratégia. “Em pista, não dá”, afirmou após a corrida de classificação.

“Eles são rápidos demais”, disse Hamilton. “Acho que ele teve muito ritmo hoje e não acho que precisou imprimir um desempenho mais forte. Se eu tentar acompanhá-lo nas retas, talvez possamos trabalhar com uma pressão na estratégia, mas não vamos ultrapassá-lo na pista”, decretou o britânico.

Apesar da visão mais cética de Lewis, a Mercedes compartilha da opinião de Verstappen e acha que o ritmo realmente está mais próximo. Para Andrew Shovlin, engenheiro de pista da equipe alemã, o desempenho na corrida foi encorajador e pode, sim, ser ampliado no GP de amanhã. Shovlin entende ainda que ter os dois próximos no grid também será interessante para colocar pressão no adversário.

“Não é ideal ter perdido uma posição com Lewis no início, mas o ritmo de corrida é promissor e esperamos que seja suficiente para colocar Max sob pressão amanhã. Também temos dois carros na frente, o que abre algumas oportunidades estratégicas”, explicou o engenheiro, que tem ainda uma visão prática do que tirar da corrida sprint.

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Max Verstappen anotou a oitava pole-position da carreira ao vencer a corrida de classificação em Silverstone (Foto: Red Bull Pool Content/Getty Images)

“Ter a prova de classificação hoje torna um pouco mais fácil planejar a tática de amanhã, pois você tem uma ideia clara do ritmo de todos e de como os pneus estão se comportando, então temos um pouco de trabalho esta noite para tirar o máximo proveito disso.”

Nosso objetivo era vir aqui, vencer e fechar a lacuna no campeonato e acho que pelo que vimos nos últimos dois dias, essa ainda é uma meta alcançável”, acrescentou.

Até pegando como gancho do que disse Shovlin, a dinâmica testada pela primeira vez na Fórmula 1 não serviu para embaralhar a ordem de forças do grid, e talvez por conta disso as opiniões estejam ainda divididas, especialmente também depois de um treino classificatório tão eletrizante quanto o de sexta-feira. Ainda assim, a corrida deste sábado contou histórias interessantes, que podem ganhar contornos diferentes em uma disputa mais longa neste domingo. Um exemplo, é a própria escolha dos pneus. A liberdade que a F1 deu para as equipes pode surtir o efeito desejado amanhã, com os times entendendo melhor o comportamento da borracha. Esse talvez seja um dos pontos mais intrigantes do fim de semana e que deixa uma porta aberta para a ousadia dos competidores.

Fernando Alonso brilhou com uma série de ultrapassagens no início da corrida um pouco por conta da opção livre dos compostos – além do espanhol, outros três pilotos investiram nos pneus macios aos invés dos médios escolhidos pela maioria. Mas ainda há pontos que precisam ser melhor ajustados para tirar mais desse formato.

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Max Verstappen superou Lewis Hamilton na largada da primeira corrida sprint da história (Foto: Red Bull Content Pool)

“Houve muita ação”, disse Ross Brawn, um entusiasta do sistema. “As pessoas agora estão entendendo que é um fim de semana completo. Tivemos um ótimo dia ontem, tivemos um ótimo dia hoje e tenho certeza de que teremos um ótimo dia amanhã. Portanto, três dias de ação. E eu não acredite que o diluímos em qualquer estágio, apenas acrescentamos. “

Apesar de uma avaliação inicial positiva, o diretor-esportivo da F1 admitiu que uma adequação é necessária. “Vamos revisar tudo, tirar um tempo, conversar com as equipes e pilotos, discutir isso com a FIA e ver se há coisas que podemos aperfeiçoar, mas não acho que devemos mudar nada fundamentalmente. Acho que o conceito é bom.”

A Fórmula 1 ainda vai testar esse formato em outros dois GPs, provavelmente Itália e Brasil. Por ora, ainda é preciso esperar a corrida de amanhã para tirar uma conclusão mais concreta, mas o que fica é: foi possível criar expectativa e abrir um leque de possibilidades para a prova principal.

O GP da Inglaterra, décima etapa da temporada 2021 da Fórmula 1, está marcado para 11h (de Brasília, GMT-3) deste domingo, com transmissão ao vivo da Band na TV aberta e do serviço de streaming F1 TV Pro. O GRANDE PRÊMIO acompanha tudo AO VIVO e em TEMPO REAL.

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