Verstappen tenta aprender com erros, mas ainda é imaturo e inconsequente dentro e fora das pistas

Max Verstappen deixou de ser protagonista por conta de sua habilidade e se tornou alvo de diversos comentários por sua conduta na F1. O prodígio precoce da Red Bull começou a carreira impressionando, mas tem levantado muitas dúvidas sobre seu comportamento

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Entre manobras perigosas e entrevistas malcriadas, Max Verstappen era visto como um talento a ser domado e que, com o passar do tempo, entraria no eixo. Quatro anos depois, o que se tem visto não é exatamente um Max diferente, mas um festival de críticas e imprudências ao redor do piloto.
 
Não é arriscado dizer que Verstappen possui um talento enorme para o esporte. Em várias oportunidades o piloto demonstrou conseguir, em pista, o que almeja. A chegada, na Toro Rosso, aos 17 anos, a vitória na primeira corrida pela Red Bull, vários recordes como piloto mais novo do grid. Porém, a temporada de 2018 tem sido um terrível indicativo do ‘outro lado’ do jovem e que a hora de mudar chegou. 
 
Em 2017, foram sete corridas abandonadas. Nesta temporada, de seis etapas já concluídas, duas não foram completadas pelo holandês. Isso tem custado pontos para a equipe. Pontos e dinheiro. Christian Horner, chefe da equipe Red Bull, já afirmou que o time está pagando – literalmente – e que isso não pode mais ocorrer.
Max Verstappen e Daniel Ricciardo batem em Baku (Foto: Reprodução/Twitter/F1)
“Pontos perdidos e danos é caro em duas contas. Está custando dinheiro para consertar o carro e você está entregando pontos valiosos no Campeonato de Construtores. Devemos estar lá com a Mercedes e a Ferrari. Cedemos provavelmente mais de 60 ou 65 pontos este ano. Precisamos que os dois pilotos tenham um ótimo desempenho para poder lutar com essas duas equipes”, afirmou Horner depois do GP de Mônaco.
 
As batidas, constantes a cada temporada, também não deixam o garoto em paz. Este ano os incidentes aconteceram em todos os finais de semana. Na Austrália, o #33 perdeu a direção e rodou em pista. Bahrein, China, Azerbaijão e Mônaco foram marcados por batidas em todos os GPs em algum momento. Uma inconstância que o jovem piloto não pode mais carregar consigo. Não na quarta temporada na F1.
 
As coisas ficam ainda piores considerando a posição da sua esquadra na temporada. Em um ano onde a Red Bull tem se aproximado tanto de Ferrari e Mercedes, cada ponto desperdiçado é uma chance a menos de subir na tabela. E não é como se o time estivesse apenas pontuando com um carro, mas Verstappen poderia contribuir muito mais. E ele sabe disso. Seu companheiro de equipe, Daniel Ricciardo, já venceu duas provas esse ano, e se colocou na terceira posição no Mundial de Pilotos, com 72 pontos. Com os abandonos, Max soma menos da metade dos pontos do australiano, um ponto de discussão dentro da equipe taurina.
Max Verstappen acredita ainda poder aprender com seus erros (Foto: Xavi Bonilla)
Depois do erro no terceiro treino livre do GP de Mônaco – aquele idêntico ao de 2016 na mesma perna do S da Piscina – Max admitiu que erra, mas que está tentando aprender com os seus erros: "Sei que fui mal, então é mais fácil mudar no futuro. Às vezes, tem que cometer um erro para aprender com ele. Você pode dizer que nunca mais vai cometer tal erro mas, assim que ele ocorre novamente, espera-se que você mude imediatamente. Sei que funciona assim, é igual à vida. Comete um erro e aprende com ele, como na vida em geral", declarou. 
 
A classificação no último lugar em Monte Carlo por conta deste erro rendeu um puxão de orelha público do consultor da equipe, Helmut Marko. Cena frequente para o piloto que não muda de estilo e não se afasta do perigo na pista. 
 
O piloto está seguro, tem contrato até 2020, e não teme pelo emprego – talvez o que lhe dê mais liberdade para ousar na pista. Pensar no futuro seria um fator extremamente relevante para a mudança de abordagem do piloto de 20 anos. Com Ricciardo em fim de contrato e com uma possível saída no fim do ano, Max assumiria a ponta da equipe. Confiabilidade seria essencial para o momento em que, genuinamente, o piloto poderia se colocar na briga por alguma vitória ou mesmo pelo título em 2019 ou 2020.
 
Se Verstappen estava com tudo para ser o novo futuro campeão, na pista o piloto se tornou, em 2018, mero coadjuvante na temporada. Sem consistência e muito atrás de Ricciardo, seu ano vem sendo apenas uma tentativa de não errar a cada fim de semana. E falha. Mesmo com o bom carro da Red Bull, o holandês não hesita e pensa pouco dentro do cockpit, arruinando não só sua reputação, mas a construção de uma carreira sólida no esporte com certa imaturidade. Um bom material? Pode-se afirmar que o jovem ainda se encaixa na definição, mas se realmente não aprender com seus erros, será difícil ver o piloto conquistar qualquer coisa em um bom espaço de tempo. 
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