F1

Vestida de preto, Renault mostra novo R.S.16 no ano que marca seu retorno à F1 como equipe de fábrica

A Renault volta ao grid da F1 como equipe depois de cinco anos fora do grid. E neste seu retorno, vai contar com uma dupla de pilotos com pouca experiência: Jolyon Palmer faz sua estreia no grid, enquanto Kevin Magnussen, chamado de última hora para substituir Pastor Maldonado, tem apenas a temporada de 2014 no currículo. Desta forma, será um ano de transição para o time de Viry-Châtillon

Warm Up / Redação GP, de Sumaré
A Renault está definitivamente de volta à F1 como equipe de fábrica e já completa suas primeiras voltas com o novo modelo R.S.16 em Barcelona nesta segunda-feira (22). Minutos antes do início dos testes de pré-temporada, contudo, a equipe que comprou a Lotus no fim do ano passado mostrou, de forma bem discreta, o novo carro, frisando nas redes sociais que o layout preto com detalhes em amarelo vem, em princípio, apenas para os testes na Catalunha. Com Jolyon Palmer ao volante, a Renault abriu os trabalhos nesta manhã usando pneus intermediários em razão do asfalto úmido pelas chuvas na última noite na região do autódromo.
 
O novo R.S.16 apresentado nesta manhã em Barcelona tem traços que são bastante semelhantes ao carro da Lotus usado no ano passado. Contudo, o projeto da Renault para 2016 sofreu certo atraso porque o modelo começou a ser concebido no ano passado, quando se imaginava que a Lotus seguiria no grid usando motor Mercedes. 
A nova Renault tem um quê de antiga Lotus (Foto: Renault/Twitter)
Mas o acerto que resultou na compra do time aurinegro pela Renault, que volta a Enstone, fez com que o rumo dos trabalhos fosse alterado, já que o novo carro leva a versão atualizada do propulsor construído em Viry-Châtillon.
 
A Renault tem em sua dupla de pilotos muito talento, porém pouca experiência na F1. Kevin Magnussen, por exemplo, foi chamado praticamente de última hora depois de o time dispensar Pastor Maldonado, que perdeu o sempre providencial patrocínio da petrolífera venezuelana PDVSA. O dinamarquês tem apenas uma temporada de experiência, quando correu pela McLaren em 2014.
 
Ao lado de Kevin vai estar Jolyon Palmer. A experiência do britânico, campeão da GP2 em 2014, se resume a participação em 13 treinos oficiais de sexta-feira na F1, além de sessões de testes antes e durante a temporada, mas o piloto não disputa uma corrida pra valer há mais de um ano. Magnussen, por sua vez, tentou estar no grid pela última vez em Melbourne no ano passado, quando substituiu Fernando Alonso, mas sequer largou por uma quebra do motor Honda da sua McLaren quando estava a caminho do grid em Albert Park. 
O carro que marca o retorno da Renault ao Mundial de F1 como equipe foi apresentado nesta segunda-feira (Foto: Renault/Twitter)
Contudo, a falta de talento pode ser compensada com talento e a juventude de uma dupla que pode entregar bons resultados à Renault em um ano de transição. A equipe entende que vai levar tempo para se aproximar das grandes, mas conta com um orçamento pra lá de generoso — cerca de € 300 milhões por temporada, mais de R$ 1 bilhão — para alcançar Mercedes e Ferrari, as outras equipes de fábrica da F1 em alguns anos.
 
O motor, grande dor de cabeça do time no ano passado, deve ser bem melhor em 2016. Para isso, a Renault contratou o ‘guru’ Mario Illien para ajudar na concepção da nova unidade de potência e entregar um desempenho muito melhor aos seus pilotos e também à Red Bull. Na área técnica, o grande destaque fica por conta da volta de Bob Bell, peça fundamental para que a Renault possa voltar a viver grandes momentos na F1.
 
O GRANDE PRÊMIO acompanha o início da pré-temporada da F1 para 2016, que tem sua primeira sessão começando nesta segunda-feira, até a próxima quinta (25).
 
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