F1
13/10/2015 08:46

Vettel defende privacidade e compara: “Meu estilo de vida não tem nada a ver com o de Hamilton”

Dentro das pistas, Sebastian Vettel é o piloto mais vitorioso do grid atual da F1. Dono de 42 vitórias e quatro títulos mundiais, o hoje principal pilar da virada da Ferrari em 2015 é discreto quando não está correndo. E não pretende mudar seu estilo: “Sou um atleta, nada mais”
Warm Up / Redação GP, de Sumaré
 Sebastian Vettel aplaude Lewis Hamilton no pódio em Sóchi (Foto: AP)
Em meio a um mundo cada vez mais predominado por selfies, redes sociais e afins, Sebastian Vettel mantém a sua discrição característica e faz questão de defender seu estilo de vida mais privado fora dos circuitos por onde passa o Mundial de F1. É praticamente o oposto, no fim das contas, do seu cada vez mais próximo adversário, Lewis Hamilton, acostumado à badalação e a todo o tipo de marketing pessoal possível.

Vettel não vê o menor problema na maneira como Lewis leva a vida, mas comparou. “Meu estilo de vida não tem nada a ver com o de Hamilton”, declarou o tetracampeão do mundo em entrevista ao diário espanhol ‘El País’. “Mas todo mundo é livre para viver sua vida como quiser”, garantiu.
Vettel não vê nada de errado no estilo de vida de Hamilton, mas prefere manter sua discrição fora das pistas (Foto: AP)
No momento, o foco de Seb é um só: “Estou muito ocupado com o que faço, porque a Ferrari ainda não está onde queremos que ela esteja”, disse o piloto, que é o principal pilar da virada que a equipe de Maranello deu em 2015. Depois de um frustrante ano de 2014 sem vitórias e com parcos bons resultados, o time italiano renasceu nesta temporada e já venceu três vezes, todas com Vettel, que ocupa a vice-liderança do Mundial de Pilotos.

Recentemente, Vettel foi pai pela segunda vez. Em setembro nasceu Matilda, sua segunda filha, que Seb prefere manter longe dos holofotes. Uma decisão tomada em conjunto com sua família.

“Tem gente que respeita e outras, não. Sou um atleta, nada mais. Evidentemente, quando se está no domingo no grid de largada e as arquibancadas estão cheias de gente que torce por você, que leva a sua bandeira ou a da Ferrari, isso é como voar. Mas minha privada é outra coisa, não tem necessariamente que estar ligada ao meu trabalho, ao menos é assim que eu vejo”, defendeu o alemão de 28 anos.