Vettel fala com Ferrari sobre redução de salário, mas prefere manter tema “em silêncio”

Sebastian Vettel considera que a F1 atravessa um momento difícil em razão da pandemia do novo coronavírus. O alemão negocia com a Ferrari uma eventual redução do salário, mas deixa claro que não quer fazer do tema uma propaganda pessoal

Sem atividade de pista desde a pré-temporada, em fevereiro, a F1 seguiu os passos do mundo e parou por conta da pandemia do novo coronavírus. A principal categoria do esporte a motor e várias equipes do grid enfrentaram um choque de realidade sem precedentes e, para conter custos, se viu obrigada a reduzir salários. A primeira a tomar a iniciativa foi a McLaren, seguida pela Williams, Racing Point, Renault, Haas e a própria F1. Sebastian Vettel vem discutindo o tema com a Ferrari, mas garantiu que não vai fazer propaganda caso haja um corte nos seus vencimentos.
 
“Falo regularmente com Mattia [Binotto, chefe da Ferrari], e esse assunto surgiu nas nossas conversas. Qualquer que seja a decisão, ela será tomada entre mim e a equipe. Sempre mantive esse tipo de questão em silêncio”, declarou o tetracampeão em videoconferência realizada nesta sexta-feira (17) com a participação de vários jornalistas e publicada pelo site oficial da F1.
Sebastian Vettel negocia com a Ferrari uma possível redução de salário (Foto: Ferrari)
Segundo o ‘Business Book GP’, Vettel tem o segundo maior salário da F1. O alemão, que está no seu último ano de contrato com a Ferrari, recebe € 35 milhões (R$ 198 milhões) por temporada.
 
“Acompanhei alguns debates sobre o que é certo e o que é errado, mas não quero usar essas circunstâncias em favor da minha imagem pública”, explicou o alemão de 32 anos.
 
“Sei o que fiz no passado e as coisas que quero fazer no futuro, mas são escolhas que compartilhei somente com algumas pessoas”, disse Vettel, que ressaltou a incerteza sobre os rumos da F1 neste ano. “Hoje, não podemos prever qual temporada vamos ter: se vamos correr cinco, 10 ou 15 corridas ou, talvez, nenhuma”, comentou.
 
“Estamos passando por um momento difícil e que criou problemas para a F1, gerando muitas discussões sobre o futuro, inclusive de natureza econômica. Então, acho que teremos de esperar e ver o que vai acontecer e que tipo de temporada vamos ter”, finalizou.

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