Vettel segue Hamilton, critica protesto “apressado” e pede conversa com pilotos

Sebastian Vettel é mais um insatisfeito com a condução dos protestos antirracistas na F1. O piloto pede maior diálogo após um GP da Hungria em que a mensagem passou despercebida

A Fórmula 1 voltou a protestar contra o racismo no GP da Hungria, mas quase ninguém viu. A manifestação ficou breve por acontecer logo antes da execução do hino húngaro, situação que levou a críticas de Lewis Hamilton contra a Associação de Pilotos e a F1 em si. Sebastian Vettel assinou embaixo: de acordo com o alemão, falta comunicação entre os companheiros de grid para levar a mensagem adiante.

“O que se vê é a situação atual”, disse Vettel sobre o protesto, em coletiva após o GP da Hungria. “Hoje [domingo] tivemos muito, muito pouco tempo. Tudo ficou apressado, com os pilotos recém chegando”, seguiu.

Pilotos protestaram contra o racismo antes da corrida. Mas quase ninguém viu (Foto: AFP)

“A gente pôde fazer o que cada um quisesse individualmente, mas aí já estavam começando a tocar o hino. Acho que, pensando no futuro, é verdade que precisamos nos comunicar melhor entre nós e, tomara, resolver isso”, comentou.

Vettel, um dos diretores da Associação de Pilotos da F1 [GPDA], é da opinião de que é necessário manter os protestos antirracistas ao longo da temporada. No posicionamento pessoal do alemão, ajoelhando-se. Romain Grosjean, outro diretor da GPDA, vê a situação de forma diferente: o francês acredita que as manifestações na Áustria foram suficientes e que não é necessário seguir adiante.

As críticas de Hamilton se voltaram a Grosjean, mas também à F1 em si: o britânico sente que a categoria não dá a devida atenção à luta contra o racismo, deixando pouco tempo disponível no cronograma pré-corrida.

A próxima oportunidade do grid da F1 de passar uma mensagem antirracista é dentro de duas semanas, no GP da Inglaterra. A corrida de Silverstone está marcada para 2 de agosto.

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