Villeneuve critica novas regras do Mundial e dispara: “Isto está destruindo um pouco a F1”

Em entrevista ao jornal britânico ‘Telegraph’, Jacques Villeneuve afirmou que o novo regulamento está destruindo a F1. Campeão de 1997 avaliou que os carros do Mundial tem hoje quase a mesma velocidade de 17 anos atrás

A F1 sofreu uma grande alteração em seu regulamento para a temporada 2014, com os motores V8 dando lugar aos V6 Turbo. A mudança, entretanto, não foi bem aceita por todos os fãs do Mundial.
 
Durante o anúncio de sua participação no Mundial de Rallycross, Jacques Villeneuve concedeu uma entrevista ao jornal britânico ‘Telegraph’ e disparou contra o regulamento, avaliando que o novo formato está destruindo o esporte.
Villeneuve foi mais um a criticar a regra dos pontos dobrados na última etapa da F1 (Foto: Getty Images)
“Acho, pessoalmente, que as regras são muito restritivas”, opinou. “Isso não é F1”, defendeu Villeneuve.
 
Na visão do piloto de 42 anos, as regras representam um passo atrás em relação à temporada 2013. Além disso, Jacques criticou a regra que limita a quantidade de combustível, avaliando que ela não cumpre o objetivo de tornar o campeonato mais ecologicamente correto.
 
“Não é nem o piloto que determina quanto combustível ele está economizando – é tudo feito eletronicamente”, falou. “Eu não vejo motivo. Sei que é o conceito de tentar parecer mais verde, porque as pessoas ficarão felizes, mas, no fim, não é mais verde”, seguiu.
 
“Não é a F1”, resumiu. “É só uma percepção que está destruindo um pouco a F1”, frisou.
 
Ainda, Villeneuve avaliou os tempos registrados em Jerez de la Frontera na primeira bateria de testes da pré-temporada e disse que os carros do Mundial estão ficando mais lentos.
 
“Os tempos de volta estavam um pouco mais rápidos do que o que fizemos em 1997 em Jerez. Isso faz 17 anos”, ressaltou. “Não sei porque se tornou tão importante continuar ficando mais lento”, declarou.
 
Jacques ainda aproveitou para criticar a polêmica regra que distribui pontos dobrados na última etapa do campeonato. “Isso está transformando a F1 em um show não-épico, ou em um jogo, ao invés de um esporte”, comentou. “De certa forma, estão dizendo: ‘Nós estamos perdendo fãs, como podemos torná-la falsamente mais empolgante?’”, concluiu.

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