Webber diz que ambiente da F1 “nem sempre é real” e afirma que não é feliz no paddock

Com a crise econômica mundial e catástrofes naturais, o piloto australiano diz que é difícil sentir-se feliz, mesmo ganhando quase US$ 10 milhões por temporada. Mas ele afirma que está orgulhoso por não ter deixado o dinheiro falar mais alto

O mundo da F1 envolve bilhões em suas negociações, investimentos e salários dos pilotos ao longo de todo campeonato. E isso incomoda um pouco Mark Webber, companheiro de Sebastian Vettel na Red Bull. Criado no interior da Austrália, o piloto ganha cerca de US$ 8 milhões (mais de R$ 16 milhões) por ano em meio a uma crise mundial na economia e não está nada feliz com isso.

“É muito difícil se sentir-se bem quando você tem a crise financeira global ou algo como o [furacão] Sandy nos Estados Unidos”, disse o piloto, em entrevista à rede de TV americana CNN, já no Circuito das Américas, palco do GP dos Estados Unidos.

Mark Webber diz que não é feliz na F1, mas não arrepende-se de não ter mudado seu jeito de ser (Foto: Red Bull/Getty Images)

O piloto confessou que não se sente feliz nos bastidores da categoria e coloca o ambiente da F1 como falso. “Eu não diria que sou feliz no paddock. É um ambiente que nem sempre é real. Você pode estalar seus dedos por comida e por tudo que você quer. Mas eu tento tratar as pessoas como gostaria de ser tratado”, explicou.

“Não é um mundo em que fico bem, mas, para pilotar os melhores carros do mundo, é onde tenho que estar e quero continuar fazendo isso”, completou.

Webber afirma que não tem arrependimentos por não mudar seu jeito desde o início de sua carreira e mostra orgulho por não deixar levar pelo dinheiro ou pela moda. “É importante para mim ser capaz de olhar para trás e pensar que não mudei muito, e não ter arrependimentos sobre o que poderia ter mudado”, afirmou.

“Muitos desses caras fazem tatuagens. Eu não sou desse tipo de cara. Quero ser o mesmo cara desde a minha adolescência até os meus 60 anos. Procuro ser eu mesmo”, finalizou.

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