Whitmarsh justifica opção por asa antiga no carro de Hamilton: “Não estava confortável com nova”

Martin Whitmarsh, chefe da McLaren, justificou na manhã deste domingo (2) a opção pelo modelo antigo da asa traseira do carro Lewis Hamilton. Dirigente garantiu que decisão foi tomada em equipe e disse que o britânico não estava confortável com a versão mais atual

Martin Whitmarsh, chefe da McLaren, justificou a decisão de usar o modelo antigo da asa traseira do MP4-27 no carro de Lewis Hamilton em Spa-Francorchamps. Após garantir apenas o sétimo lugar no grid de largada da Bélgica, o piloto responsabilizou a escolha da asa pela diferença de ritmo para Jenson Button, que ficou com a pole.

Em entrevista ao canal britânico Sky Sports News na manhã deste domingo (2), Whitmarsh afirmou que a decisão foi tomada em equipe, uma vez que Lewis não se sentia confortável com a nova asa, e lembrou que os dados sobre o desempenho do carro no traçado ficaram comprometidos por conta do pouco tempo de pista.
 

Whitmarsh garantiu que decisão sobre asa traseira do carro de Hamilton foi tomada em equipe (Foto: McLaren)

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“Nós somos um time, por isso, tomamos essas decisões juntos”, disse. “Na sexta-feira nós praticamente não andamos, ontem de manhã nós só tínhamos uma hora. Nessa hora, nós queríamos comparar os pneus, cargas de combustível, acertos aerodinâmicos, então os dados que tínhamos estavam comprometidos”, ressaltou.

“Lewis não estava confortável com a nova asa, então decidimos voltar para a antiga”, justificou.

O chefe da McLaren explicou que os dois modelos tem níveis diferentes de downforce e avaliou que, neste quesito, Hamilton está mais próximo de Kamui Kobayashi e Kimi Räikkönen.

“Elas têm níveis diferentes de downforce. Acho que se você olhar para os pilotos do top-10, verá que tem uma pequena diferença nos níveis”, explicou. “Eu diria que o Lewis está em um nível similar ao Kobayashi e ao Kimi Räikkönen, então acho que temos meio a meio dividido entre pouco downforce e médio downforce e, outra vez, isso contará na corrida, então aqueles com mais downforce serão mais rápidos, mas terão dificuldades nas retas.”

“Então, haverá um mix disso aliado ao consumo de pneus, KERS e DRS, então será uma corrida bem imprevisível”, opinou.

O dirigente destacou que a insatisfação demonstrada por Hamilton neste fim de semana, não é um problema exclusivo da McLaren. “Acho que se você for às garagens top nesse momento, terá um lado feliz e outro não.”

“Acho que todos sabem que esta é uma pista extraordinária, é uma volta longa, uma corrida longa e muitas coisas podem acontecer, então eu acho que Lewis vai se preparar para conseguir o maior número de pontos que puder e Jenson tentará criar uma corrida bem chata, se puder”, previu. “Qualquer coisa pode acontecer aqui. Tudo pode acontecer na largada. Não acho que vai chover, apesar de que sempre chove aqui. É uma pista difícil, exigente para os pilotos e produz algumas corridas espetaculares.”

“Ultrapassar acho que será consideravelmente mais fácil aqui do que tem sido em algumas recentes corridas, então acho que poderemos ver todo tipo de coisas acontecendo”, concluiu.

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