Williams anuncia venda da equipe para fundo norte-americano de investimentos

A escuderia britânica anunciou na manhã desta sexta-feira (21) que foi vendida para a Dorilton Capital. Apesar do negócio, a equipe vai manter o nome e a identidade

Uma era da Fórmula 1 chegou ao fim nesta sexta-feira (21). A Williams anunciou a venda da equipe para a Dorilton Capital, uma empresa norte-americana de investimentos privados. Mesmo com o negócio, a lendária escuderia vai manter o nome e a identidade.

Em maio passado, a equipe anunciou uma nova estratégia de mercado, uma medida que, na prática, podia culminar com a venda total ou parcial. Fundado há 43 anos por Frank Williams, o Grupo Williams já acenava com complicada situação financeira em tempos recentes. A Williams registrou queda de receita considerável, caindo de £ 176,5 milhões (R$ 1,17 bilhão) registrados em 2018 para £ 160,2 milhões (R$ 1,06 bilhão) no ano passado. Na operação da F1, a Williams caiu de £ 130,7 milhões (R$ 870,1 milhões) em 2018 para £ 95,4 milhões (R$ 635,1 milhões) no ano passado, com prejuízo total de £ 10,1 milhões (R$ 67,2 milhões), na comparação com o lucro acumulado de £ 16 milhões (R$ 106 milhões) em 2018.

A Dorilton Capital é uma empresa de investimentos sediada em Nova Iorque, nos Estados Unidos, que atua em setores como saúde, engenharia e manufatura. A venda da Williams contou com apoio total da diretoria da empresa, incluindo Frank Williams.

A Williams esteve no top-3 da Fórmula 1 pela última vez em 2015 (Foto: Williams)

“A revisão estratégica foi um processo útil para continuar e demonstrou que tanto a Fórmula 1 quanto a Williams têm credibilidade e valor. Agora chegamos a uma conclusão e estamos felizes de que Dorilton seja a nova proprietária da equipe”, disse Claire Williams em comunicado à imprensa. “Quando começamos este processo, queríamos encontrar um sócio que compartilhasse a mesma paixão e valores, que reconheceria o potencial do time e que poderia explorar seu poder”, seguiu.

“Com a Dorilton, sabemos que encontramos exatamente isso. Pessoas que entendem o esporte, que respeitam o legado da equipe e que farão todo o possível para assegurar que tenhamos êxito no futuro. Este pode ser um fim de uma era para a Williams como equipe familiar, mas sabemos que está em boas mãos”, defendeu. “A venda garante a sobrevivência da equipe, mas mais importante, oferece um caminho para o sucesso. Estamos enormemente gratos à Dorilton pela fé que demonstraram no nosso time e estávamos ansiosos para trabalhar com eles. Também gostaria de agradecer a cúpula da Williams e os nossos conselheiros, que trabalharam sem descanso nos últimos meses para fazer isso acontecer, e aos nossos funcionários, que permaneceram inabalavelmente leais”, completou.

O agora novo proprietário confirmou que não tem planos de alterar o nome da equipe ou do chassi do carro, já que entende a “importância de respeitar e manter a herança da Williams”. Além disso, a sede da equipe deve permanecer em Grove.

Matthew Savage, presidente da Dorilton, disse que “estamos muito felizes de ter investido na Williams e extremamente animados com os prospectos para o negócio. Acreditamos que somos o parceiro ideal para a companhia graças ao nosso estilo paciente e flexível de investimento, o que permite a equipe em focar em seu objetivo de voltar à ponta do grid”.

“Estamos ansiosos de trabalhar com a Williams e realizar uma revisão detalhada do negócio para determinar em que áreas novos investimentos devem ser direcionados. Também reconhecemos as instalações de classe mundial em Grove e afirmamos que não há intenção de realocação”, concluiu.

A Williams registra sete títulos de pilotos — Alan Jones (1980), Keke Rosberg (1982), Nelson Piquet (1987), Nigel Mansell (1992), Alain Prost (1993), Damon Hill (1996) e Jacques Villeneuve (1997) — e nove de Construtores (1980, 1981, 1986, 1987, 1992, 1993, 1994, 1996, 1997. Na contramão, ocupa hoje a lanterna do Mundial de Construtores da Fórmula 1, sem um único ponto. A escuderia é defendida por George Russell e Nicholas Latifi.

GOSTA DO CONTEÚDO DO GRANDE PRÊMIO? Você que acompanha nosso trabalho sabe que temos uma equipe grande que produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente. Mesmo durante os tempos de pandemia, nossa preocupação era levar a você atrações novas. Foi assim que criamos uma série de programas em vídeo, ao vivo e inéditos, para se juntar a notícias em primeira-mão, reportagens especiais, seções exclusivas, análises e comentários de especialistas.
Nosso jornalismo sempre foi independente. E precisamos do seu apoio para seguirmos em frente e oferecer o que temos de melhor: nossa credibilidade e qualidade. Seja qual o valor, tenha certeza: é muito importante. Nós retribuímos com benefícios e experiências exclusivas.
Assim, faça parte do GP: você pode apoiar sendo assinante ou tornar-se membro da GPTV, nosso canal no YouTube.

GOSTA DO CONTEÚDO DO GRANDE PRÊMIO?

Você que acompanha nosso trabalho sabe que temos uma equipe grande que produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente. Mesmo durante os tempos de pandemia, nossa preocupação era levar a você atrações novas. Foi assim que criamos uma série de programas em vídeo, ao vivo e inéditos, para se juntar a notícias em primeira-mão, reportagens especiais, seções exclusivas, análises e comentários de especialistas.

Nosso jornalismo sempre foi independente. E precisamos do seu apoio para seguirmos em frente e oferecer o que temos de melhor: nossa credibilidade e qualidade. Seja qual o valor, tenha certeza: é muito importante. Nós retribuímos com benefícios e experiências exclusivas.

Assim, faça parte do GP: você pode apoiar sendo assinante ou tornar-se membro da GPTV, nosso canal no YouTube