Williams define meta para 2021: aumentar gastos e chegar perto do teto orçamentário

Enquanto algumas equipes gastam mais do que deviam, a Williams gasta menos do que pode. A nova gestão quer fazer investimentos e alcançar o teto de US$ 145 milhões (R$ 824 milhões)

O teto orçamentário já é quase realidade na Fórmula 1. Com implementação marcada para 2021, o momento para equipes grandes é de fazer cortes necessários e ficar dentro do limite de US$ 145 milhões (R$ 824 milhões). Para as menores, o objetivo é diferente: no caso da Williams, o momento é de aproveitar a injeção financeira do Dorilton Capital para pelo menos chegar perto do teto permitido.

Quem aponta isso é Simon Roberts, que assumiu a chefia após a saída de Claire Williams semanas atrás. Com o orçamento da equipe calculado na casa de US$ 130 milhões (R$ 739 milhões), ainda há uma margem a ser preenchida para o teto do próximo ano.

A Williams ainda pode gastar mais do que gasta atualmente (Foto: Williams)

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“O nosso orçamento é projetado pensando em se aproximar do teto”, disse Roberts. “Esse ano já é tarde demais, até porque só faltam quatro meses e estamos mais ou menos presos com o que temos. Estamos de olho no que podemos fazer para o ano que vem, e agora temos as finanças para garantir isso. Só que não há nada garantido, só vamos gastar dinheiro e investir onde faz sentido”, seguiu.

O Dorilton Capital é um grupo de investimentos que promete um futuro mais digno para a Williams. A equipe foi posta à venda ainda no começo da pandemia, que retardou o começo da temporada 2020 e abalou finanças das equipes da F1. O objetivo da nova gestão é usar o novo regulamento da F1, com finanças mais justas e carros reinventados, para transformar a escuderia britânica em uma nova força.

“É um grande passo adiante, comparando com onde estávamos. Ainda não podemos trabalhar nos carros de 2022, não podemos mexer no túnel de vento e no CFD. São intenções boas [da F1], mas precisamos ver como isso vai andar. Só o tempo dirá. Houve muito trabalho e o pessoal que criou o regulamento está de olho em possíveis brechas. Nossa expectativa é de um pelotão mais próximo do que o que temos hoje”, encerrou.

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